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terça-feira, 6 de maio de 2014

Vitamina D e Hipertensão Arterial

A HTA é uma doença crónica causada por uma forte pressão exercida pelo sangue sobre as paredes das artérias. Existem fatores de risco modificáveis como o estilo de vida, a dieta, a obesidade, o tabaco, a diabetes e a falta de exercício físico e outros factores não modificáveis como a idade e o sexo. É uma doença mais comum nos homens, na população idosa, podendo haver história familiar. A melhor forma de a diagnosticar é medi-la com regularidade.

Pode ser assintomática e levar a graves complicações como ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, perda de visão, doença renal, e doença arterial periférica. Por vezes podem surgir crises hipertensivas com sintomas graves como: dores de cabeça, hemorragia nasal, dificuldades respiratórias e ansiedade severa.

Estudos têm demonstrado a existência de receptores de VD nas células musculares da parede das artérias e a VD parece controlar o desenvolvimento destas células e prevenir a perda da elasticidade e a redução do interior dos vasos.
A VD actua no sistema renina–angiotensina,  responsável pelo aumento da TA , apesar de não se saber como este sistema fica activo.

Algumas experiências têm demonstrado que doentes hipertensos que tomam suplementos de VD, têm redução da tensão sistólica (máxima), mas não da diastólica (mínima) e para cada aumento de 10ng/ml de VD, no sangue, corresponde uma redução do risco de desenvolver HTA em 12%.
Indivíduos com elevados níveis de VD têm uma redução de 30% de desenvolver HTA.

Os autores do artigo recomendam: “Se quer prevenir a HTA ou já sofre da doença e quer evitar complicações, tomar 10 000 UI de VD não lhe causa nenhum problema. A exposição solar ajuda a regular a pressão arterial no seu corpo”.

Ainda não está demonstrado que a VD  isoladamente, previna e trate a HTA.
Filomena Vieira
Médica
 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Vitamina D e saúde/doença cardiovascular



Um estudo de revisão publicado na Circulation Research descreve o papel da vitamina D na saúde/doença cardiovascular. 

O papel da vitamina D vai muito além das suas funções no tecido ósseo através do metabolismo do cálcio e fósforo. A vitamina D liga-se ao seu receptor em diversas zonas do corpo. Regula por exemplo inúmeros genes que têm relevância na saúde cardiovascular, incluindo proliferação, diferenciação e morte celular, stress oxidativo, transporte transmembranar, homeostase e adesão celular. O receptor da vitamina D encontra-se em muitos tipos de células importantes para o aparelho cardiovascular desde cardiomiócitos, paredes das artérias e até sistema imunitário.

Diversos estudos estabeleceram o papel da vitamina D em processos relevantes para a função cardiovascular incluindo inflamação, trombogénese e no sistema renina-angiotensina. As investigações mostram também uma associação independente entre a deficiência de vitamina D e diversas manifestações de doenças cardiovasculares.

Mais uma vez deixamos o apelo, para que meça a sua vitamina D, confirme o seu valor e suplemente se necessário para atingir valores normais. A sua saúde agradece!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Medição de vitamina D em jovens saudáveis pode fazer sentido!

Uma investigação publicada no jornal Nutrition já em 2014, avaliou os níveis de vitamina D de 1100 adolescentes iranianos (52% dos participantes rapazes) e verificou se poderiam estar relacionados com fatores de risco cardiometabólico (pressão arterial, colesterol, ...). A média de idades rondava os 14 anos.
 As relações da vitamina D com os fatores de risco cardiometabólico foram ajustados para a idade, género, índice de massa corporal e perímetro da cinta.
O nível médio de vitamina D foi de 12.70 ng/mL nos rapazes e 13.20 ng/mL nas raparigas, o que são níveis insuficientes. 40% dos participantes tinha um nível deficiente de vitamina D e 39% tinham um nível insuficiente. 
Foram encontradas relação entre os níveis baixos de vitamina D e pressão arterial alta, colesterol total e colesterol LDL altos e colesterol HDL baixo. A relação mais forte foi com o HDL baixo (que é o colesterol bom que deve estar alto).

Este estudo demonstra por isso, uma taxa elevada de deficiência de vitamina D numa população jovem de um país onde a exposição solar não é problema. Os baixos níveis de vitamina D foram associados a fatores de risco cardiometabólicos independentes do peso dos jovens.
Mesmo nos adolescentes é importante a medição da vitamina D e a sua correção se necessário!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Vitamina D na prevenção de resistência à insulina e hipertensão

Uma investigação publicada este ano na revista Advances in Nutrition mostra-nos o papel fundamental que a vitamina D desempenha na resistência à insulina e hipertensão. Sabe-se que valores baixos de vitamina D estão implicadas nestas 2 condições mas não estavam esclarecidos os valores que aumentavam o risco de aparecimento das doenças.
Baixos níveis de vitamina D já em diversos estudos foram associados a maior incidência de resistência à insulina, mas este estudo foi mais longe e determinou o intervalo de valores em que isso mais acontece: 16-36 ng/mL (40-90nmol/L).

Aliás, os resultados mostram que é necessário atingir valores mínimos de 32ng/mL (80 nmol/L) para se conseguirem notar melhorias pequenas na glicose sanguínea e pressão arterial.

A vitamina D não é causa ou a cura de todos os problemas de saúde, mas se o seu valor estiver baixo, deve melhorá-lo pelo bem da sua saúde! Já não há dúvidas disso!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Deficiência de Vitamina D e Insuficiência Cardíaca

A Insuficiência Cardíaca (IC) é multifatorial, e consiste na incapacidade do coração bombear o sangue. Afeta a qualidade de vida dos pacientes e provoca intolerância ao exercício físico, por disfunção do ventrículo esquerdo. É considerada uma doença fatal.
Os pacientes estão confinados ao domicilio, tendo reduzida exposição solar, que associada a má absorção de nutrientes, sofrem do risco aumentado de deficiência de Vitamina D.

Baixos níveis de Vitamina D estão associados a maior prevalência da disfunção do miocárdio, morte por IC e morte súbita. Esta doença é mais frequente em indivíduos com mais de 60 anos, normalmente associada ao envelhecimento, mas pode surgir em jovens, na forma de cardiomiopatia congénita.

Um estudo publicado no American Heart Journal, em Agosto de 2013,  demonstra  que a suplementação  com 2000 UI de Vitamina D, por dia, durante 6 semanas, baixa a atividade da renina-angiotensina, melhorando consideravelmente a sintomatologia, dando melhor qualidade de vida a estes doentes.

Os autores defendem que a deficiência de calcitriol (1,25 –dihidroxivitamina D, 1,25 OH D2) componente mais ativa da Vitamina D, pode contribuir para  o desenvolvimento da insuficiência cardíaca,  por: desregular a PTH (paratormona) e o sistema renina angiotensina (SRAA), bloquear o sistema imune e aumentar a proteína C-quinase (PKC). Está relacionada com hipertrofia e morte das células musculares cardíacas, provocando arritmias, disfunção mitocondrial, stress oxidativo,  insuficiência renal e retenção de líquidos.
A hipovitaminose da Vitamina D está associada a mau prognostico no transplante cardíaco.

Na nossa opinião, na maioria das doenças consideradas próprias do envelhecimento, como a osteoartrose, doenças cerebrovasculares, diabetes tipo 2, demências, problemas cognitivos, depressão, pode existir uma deficiência grave de Vitamina D.O doseamento sanguíneo da Vitamina D deve fazer parte dos exames de rotina neste grupo etário. Na nossa experiência a suplementação adequada de Vitamina D contribui para o envelhecimento saudável e activo.
 
Filomena Vieira

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Doenças relacionadas com deficiência de vitamina D

Algumas das condições mais comuns e debilitantes de saúde hoje podem estar ligadas a uma deficiência de nutrientes que assola milhões de ocidentais: a deficiência de vitamina D.
Aqui estão sete doenças comuns que podem estar cientificamente ligadas a uma falta crónica de vitamina D:
1) Asma: Embora a causa definitiva da asma esteja ainda em debate, recentemente a ciência aponta para a vitamina D, e em particular a falta dela, como um fator importante na sua prevalência. Especialmente em crianças, a vitamina D tem sido demostrada para ajudar a reduzir a gravidade e a prevalência de sintomas de asma, e pode ajudar a acalmar a inflamação responsável por restringir vias aéreas.
2) Hipertensão: Um estudo recentemente publicado no Journal of Investigative Medicine descobriu que os pacientes com hipertensão melhoram quando os níveis de vitamina D são  impulsionados.
3) Doença Inflamatória Intestinal: Numerosos estudos realizados na Europa, Índia e Estados Unidos identificaram uma ligação entre baixos níveis de vitamina D e maiores taxas de doença de Crohn, colite ulcerativa, e outras formas de IBS. Com base nessa coorte de pesquisa, as populações onde a exposição solar natural é limitada tendem a ter maiores taxas de doença inflamatória intestinal, e vice-versa .
4) Diabetes tipo 2: Um estudo de 2011 publicado na revista AIDS, descobriu que a deficiência de vitamina D pode agravar os sintomas da síndrome metabólica em pacientes com HIV. Mas, no processo de aprendizagem, a equipe de pesquisa também descobriu que a manutenção de níveis elevados de vitamina D através da exposição à luz solar ou a suplementação pode realmente ajudar a reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em geral.
5) As cáries: Suspeita-se, pelo menos desde meados dos anos 1800 que a falta de exposição à luz solar natural é uma das principais causas de problemas de saúde. Mas nos últimos anos, os cientistas depositaram condições específicas, incluindo a má saúde bucal, à falta de vitamina D. Vários estudos recentes descobriram que os níveis ideais de vitamina D promovem a calcificação de dentes saudáveis, enquanto a falta deste importante nutriente pode levar a maiores taxas de cáries dentárias.

6) A artrite reumatoide: Um estudo recente encontrou uma " forte associação" entre a deficiência de vitamina D e Artrite Reumatóide. De facto, aqueles com os níveis mais baixos no plasma sanguíneo de 25(OH)D3 foram considerados até cinco vezes mais susceptíveis às doenças relacionadas com a Artrite Reumatóide do que outros

7) Cancro: Quer se trate de mama, próstata, colo do útero, colo-rectal, esofágico, gástrico, do endométrio, do ovário, pancreático, renal, ou, de todos os tipos de cancros, têm demonstrado ser mais proeminentes entre as pessoas com níveis inadequados de vitamina D. Por outro lado, aqueles com a maior níveis de vitamina D, ou o que são considerados níveis "ótimos", tendem a ser menos propensos a desenvolver cancro.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Menores níveis de vitamina D relacionados com hipertensão e maior risco cardiovascular


Na conferência da Sociedade Europeia de genética humana que decorreu este mês, foi apresentado um grande estudo genético com conclusões importantíssimas sobre a vitamina D.

Os investigadores juntaram dados de 35 estudos que envolveram mais de 155 mil pessoas da Europa e América do Norte.

Aumentos de 10% nos níveis de vitamina D corresponderam a 8,1% de diminuição do risco de hipertensão arterial. Os cientistas concluíram que a suplementação nos casos de deficiência que se sabe ser bastante frequente, pode prevenir doenças cardiovasculares.

Pela dimensão e conclusões, este estudo é importantíssimo!
Meça já os seus níveis de vitamina D!