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terça-feira, 1 de julho de 2014

Vitamina D e Disfunção Cognitiva

A disfunção cognitiva ou declínio cognitivo, é definida como confusão mental, perda da memória e dificuldade na concentração.

Existem fatores de risco que podem comprometer as funções cognitivas como a idade avançada, a falta de exercício físico, dietas desequilibradas, obesidade e pouca exposição solar.

A Vitamina D (VD) está relacionada com maior risco de disfunção cognitiva e estudos científicos revelam que idosos com níveis sanguíneos inferiores a 12 ng /ml, têm 2 a 3 vezes, maior probabilidade de sofrer de disfunção cognitiva. Baixos níveis de VD podem impedir a síntese de neurotransmissores e o crescimento neuronal.

A VD reduz o risco de doenças que podem afectar o cérebro como a HTA e doenças cardiovasculares. Tem efeito antioxidante e ajuda o corpo a diminuir as toxinas, regula os níveis de cálcio. É conhecido o efeito imunomodelador da VD melhorando a resposta do sistema imune.

Na prevenção está demonstrado que níveis sanguíneos superiores a 40 ng/ml de VD podem reduzir o risco de disfunção cognitiva, sendo necessário tomar 1.000 a 5.000 UI de, colecalciferol (D3) diariamente, podendo ser necessário ajustes individuais. A VD deve ser doseada antes de iniciar a suplementação. Aumentar a exposição solar e modificar alguns factores de risco também pode ajudar.

Filomena Vieira
Médica

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Baixo nível de vitamina D leva a maior declínio cognitivo

Uma investigação animal publicada na Free Radical Biology & Medicine revela uma relação muito direta entre baixos níveis de vitamina D e a função cerebral à medida que ocorre o processo de envelhecimento.

A deficiência de vitamina D é comum entre idosos. A pele fica mais fina com o envelhecimento, o que limita a capacidade de produzir vitamina D a partir da luz solar. Juntamente com as dificuldades de mobilidade e a menor quantidade de atividades ao ar livre – estes são fatores que aumentam o risco de deficiência de vitamina D.

A doença de Alzheimer já foi associada a falta de vitamina D em alguns estudos. E por isso, a relação entre vitamina D e cérebro parece evidente.

No estudo em causa, ratinhos foram alimentados com rações com diversas doses de vitamina D durante 4 a 5 meses (100UI/kg de comida; 1000UI/kg de comida; 10000UI/kg de comida). No fim do período de suplementação verificou-se que os animais com menor quantidade de vitamina D ingerida tinham níveis de stress oxidativo maiores, mais lesões no cérebro e menores classificações nos testes de aprendizagem e memória.

Os investigadores concluíram que níveis adequados de vitamina D são necessários para controlar o stress oxidativo no cérebro e evitar lesões provenientes de um estado oxidativo aumentado.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Deficiência de Vitamina D e Insuficiência Cardíaca

A Insuficiência Cardíaca (IC) é multifatorial, e consiste na incapacidade do coração bombear o sangue. Afeta a qualidade de vida dos pacientes e provoca intolerância ao exercício físico, por disfunção do ventrículo esquerdo. É considerada uma doença fatal.
Os pacientes estão confinados ao domicilio, tendo reduzida exposição solar, que associada a má absorção de nutrientes, sofrem do risco aumentado de deficiência de Vitamina D.

Baixos níveis de Vitamina D estão associados a maior prevalência da disfunção do miocárdio, morte por IC e morte súbita. Esta doença é mais frequente em indivíduos com mais de 60 anos, normalmente associada ao envelhecimento, mas pode surgir em jovens, na forma de cardiomiopatia congénita.

Um estudo publicado no American Heart Journal, em Agosto de 2013,  demonstra  que a suplementação  com 2000 UI de Vitamina D, por dia, durante 6 semanas, baixa a atividade da renina-angiotensina, melhorando consideravelmente a sintomatologia, dando melhor qualidade de vida a estes doentes.

Os autores defendem que a deficiência de calcitriol (1,25 –dihidroxivitamina D, 1,25 OH D2) componente mais ativa da Vitamina D, pode contribuir para  o desenvolvimento da insuficiência cardíaca,  por: desregular a PTH (paratormona) e o sistema renina angiotensina (SRAA), bloquear o sistema imune e aumentar a proteína C-quinase (PKC). Está relacionada com hipertrofia e morte das células musculares cardíacas, provocando arritmias, disfunção mitocondrial, stress oxidativo,  insuficiência renal e retenção de líquidos.
A hipovitaminose da Vitamina D está associada a mau prognostico no transplante cardíaco.

Na nossa opinião, na maioria das doenças consideradas próprias do envelhecimento, como a osteoartrose, doenças cerebrovasculares, diabetes tipo 2, demências, problemas cognitivos, depressão, pode existir uma deficiência grave de Vitamina D.O doseamento sanguíneo da Vitamina D deve fazer parte dos exames de rotina neste grupo etário. Na nossa experiência a suplementação adequada de Vitamina D contribui para o envelhecimento saudável e activo.
 
Filomena Vieira

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Europa central preocupada com níveis de vitamina D

Esperemos que outros países sigam o exemplo da Polónia cuja comunidade médica está preocupada com os níveis de vitamina D da população da Europa central. O assunto foi debatido numa conferência através de um Comité Científico denominado “Vitamina D: mínimo, máximo, ótimo”. O Comité incluía profissionais de saúde de todo o mundo.

Sabe-se que um nível adequado de vitamina D é fundamental para a saúde óssea, metabolismo cálcio-fósforo, bem como para a função de diversos órgãos e tecidos incluindo o sistema imunitário. As tendências atuais de estilos de vida, hábitos alimentares, exercício físico parecem estar cada vez mais associados a níveis baixos de vitamina D e a diversos problemas de saúde.

O problema começa a chamar a atenção dos profissionais de saúde da Europa central e foi esse o assunto debatido pelo comité polaco que reviu diversos estudos científicos e dados epidemiológicos para conseguir formular algumas orientações de ação para os profissionais de saúde.

Concluíram que é prioritário melhorar o nível de vitamina D de crianças, adolescentes, adultos e idosos e que essa preocupação deve fazer parte da prática clínica de todos os profissionais.

Estabeleceram como valores de referência: Deficiência: < 20 ng/mL (< 50 nmol/L); Nível sub-ótimo: 20-30 ng/mL (50-75 nmol/L) e Normal: 30-50 ng/mL (75-125 nmol/L).

E fizeram recomendações gerais:
Lactentes 0-6 meses: 400 UI / dia
Crianças de 6-12 meses: 400-600 UI / dia
Crianças / Adolescentes: 600-1,000 UI / dia
Adultos: 800-2,000 UI / dia
Mulheres grávidas: 1.500-2.000 UI / dia

Prematuros: 400-800 UI / dia
As crianças obesas: 1,200-2,000 UI / dia
Adultos obesos: 1,600-4,000 UI / dia
Os trabalhadores nocturnos: 1.000-2.000 UI / dia
Se pelo menos em todos os países a medição da vitamina D fosse generalizada seria mais fácil poder atuar nos níveis baixos que tantas pessoas pelo mundo fora possuem.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mantenha a vitamina D normal para não acelerar o envelhecimento da sua pele

A pele é um órgão especial no que à vitamina D diz respeito já que é alvo das acções desta vitamina e também participa na sua produção.
Estudos demonstram que o sistema endócrino que envolve a vitamina D, entre muitas outras funções, regula o envelhecimento de muitos órgãos incluindo a pele.
A revista Dermato-Endocrinology apresenta um estudo que debate precisamente essa questão. Os investigadores foram verificar diversos outros estudos e constataram que animais com alterações no metabolismo da vitamina D apresentam menor tempo de vida, crescimento anormal, deficiências imunológicas, osteoporose, aterosclerose, hipogonadismo atrofia de órgãos incluindo a pele. A normalização dos níveis de vitamina D reverte estas situações.

Também se verificou que quer níveis altos de vitamina D, quer níveis baixos, levam a envelhecimento precoce da pele.

Portanto as radiações UV são protetoras e prejudiciais para a pele já que por um lado podem aumentar a probabilidade de cancro mas por outro permitem a produção de vitamina D. Saiba a forma correta de apanhar sol, aqui.

O metabolismo da vitamina D através de diversos mecanismos: protecção contra radiações UV, desintoxicação, regulação de genes do envelhecimento influencia o envelhecimento da pele e por isso certifique-se de que mantém a sua vitamina D em valores normais.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Maior probabilidade de infeções hospitalares em doentes com vitamina D baixa


Alterações no sistema imunitário aumentam a probabilidade de infeções. Sendo a vitamina D um elemento de extrema importância para o funcionamento do sistema imunitário foi verificar-se se o nível de vitamina D antes do internamento poderia estar relacionado com infeções durante o internamento.
No American Journal of Clinical Nutrition foi publicado um estudo onde se analisaram 2135 pacientes adultos com hospitalizações entre 1993 e 2010 em que foi medido o valor de vitamina D antes do internamento e quantificou-se a existência de infeções na colheita de sangue 48h depois do inicio do internamento.
Depois de ajustados para confundidores, os resultados mostraram que os pacientes com vitamina D abaixo de 10 ng/mL tinham maior percentagem de infeções hospitalares.
Mais uma vez fica a chamada de atenção para a medição dos valores de vitamina D e sua correção. As infeções hospitalares podem complicar e muito a situação dos dentes e devem ser evitadas.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Pior performance física em idosos na falta de vitamina D

A performance física de mais de 2500 idosos foi avaliada em diversos parâmetros e foi feita comparação com os seus níveis de vitamina D. Foi avaliada por exemplo a capacidade de marcha, força de braços, força de pernas.

Foi encontrada associação para alguns dos parâmetros estudados e foi verificado após se retirar efeito de confundidores, que os melhores resultados apareciam para níveis de vitamina D mais próximos de 100nmol/L.

Esta investigação concluiu que piores níveis de vitamina D estão associados a pior coordenação e força nas mulheres; marcha mais lenta e menos força nos membros superiores nos homens e a uma capacidade aeróbica fraca em ambos os sexos. Aconselha-se que idosos possam manter o seu nível de vitamina D próximo de 100 nmol/L.