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quarta-feira, 12 de março de 2014

Dermatite Atópica e Vitamina D

Na revista “Pediatrics”, Fevereiro 2014, volume 133, Issue 2, vem publicada uma história clínica sobre o benefício da Vitamina D no tratamento da dermatite atópica.
A dermatite atópica é um problema de pele muito frequente, afectando 10 a 20% das crianças em todo o mundo e a sua severidade está inversamente relacionada com os níveis Vitamina D.
Os autores apresentam um caso clinico, uma rapariga com 14 anos com grave problema de dermatite atópica e alergia ao peixe. A menina residia a alta latitude, portanto com pouca exposição solar.
Analiticamente a menina apresentava hormona paratiróide e fosfatase alcalina elevadas, hipocalcemia e grave deficiência em Vitamina D (12nmol/L). Radiologicamente apresentava raquitismo, que é raro nesta idade.
Foi medicada com intensão de tratar o raquitismo, com Vitamina D tendo-se verificado uma melhoria dramática da dermatite atópica.

Segundo os autores esta caso demonstra uma complexa interacção entre Vitamina D, dermatite atópica e alergia alimentar.
Esta caso clinico levanta a hipótese do potencial da Vitamina D para tratar a dermatite atópica. 


Filomena Vieira 
Médica

quarta-feira, 5 de março de 2014

Suplementação de vitamina D em recém-nascidos pré-termo


Na revista Pediatrics foi publicado um estudo que comparou o efeito de diferentes doses de vitamina D (800 vs 400 UI) em recém-nascidos pré-termo (28 a 34 semanas de gestação).
Cada grupo de suplementação diária tinha 48 recém-nascidos. Foram avaliados os níveis de vitamina D e a densidade mineral óssea no inicio do estudo e aos 3 meses de idade.
No grupo suplementado com 800 UI havia menos crianças com níveis de vitamina D inferiores a 20ng/mL aos 3 meses de idade e uma das crianças apresentava excesso de vitamina D no final do estudo. Não houve diferenças na densidade mineral óssea entre os 2 grupos suplementados.

Assim, sabemos que a vitamina D é necessária para todos os bebés e ainda mais para os bebés que nascem antes do tempo, mas não devemos assumir que é sempre bom dar grandes doses de vitamina D. É preciso ter atenção e adequar as doses a cada caso.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Calcidiol (25(OH)D3): a melhor forma de medir e suplementar na osteoporose

Uma revisão publicada no Current medical research and opinion, confirma a importância da medição da vitamina D na forma de 25(OH)D3 e não noutras formas, bem como a sua suplementação, já que o metabolismo da vitamina D é complexo e requer diversas ativações.



A osteoporose caracteriza-se por diminuição da massa óssea que resulta num aumento de risco de fracturas. A osteoporose é um problema de saúde pública em todo o mundo que influencia negativamente a qualidade de vida.
A forma mais comum de osteoporose (osteoporose primária), resulta da redução da massa óssea por consequência da idade. Ao longo dos anos, a capacidade de formar osso é diminuída ao mesmo tempo que a síntese de vitamina D (responsável pela absorção do cálcio) também diminui. Com a diminuição dos níveis de cálcio sanguíneo, o organismo aumenta a retirada de cálcio do osso para compensar a falta de cálcio – aumentando o risco de osteoporose.

Por isso, a produção de vitamina D e o controlo dos seus níveis são indispensáveis para uma saúde óssea ótima.

A vitamina D (colecalciferol) é sintetizada na pele através da radiação solar, depois é hidroxilada no fígado e transforma-se em calcidiol [25(OH)D3] que por sua vez é hidroxilado de novo no rim e se transforma em calcitriol [1,25(OH)2D3].
A suplementação em humanos, para ser mais eficaz deve ser feita na forma de calcidiol para evitar que a metabolização no fígado tenha efeitos negativos na dose suplementada. A revisão de literatura feita entre 1967 e 2013 confirmou esta noção – a medição e suplementação de vitamina D deve ser feita na forma de calcidiol [25(OH)D3]. O mesmo se aplica a outros casos para além da osteoporose, onde a suplementação com vitamina D é necessária.

Imagem retirada daqui.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Medição de níveis de vitamina D na osteoporose

A vitamina D tem um papel fundamental na manutenção de ossos saudáveis e de um correto metabolismos do cálcio. A sua deficiência não só causa ossos mais fracos por consequência de hiperparatiroidismo mas também por alteração da mineralização óssea. Assim, na presença de deficiência de vitamina D o risco de fraturas aumenta.

Um artigo publicado no Clinical Calcium, um jornal científico japonês, discute esta problemática e conclui que é necessário um nível de vitamina D acima de 30ng/mL. Assim, recomenda-se que todos os médicos peçam a medição dos níveis de vitamina D. Neste país a análise de vitamina D não é comparticipada, mas estão a ser esforços para que passe a ser.

A suplementação de vitamina D diminui a incidência de fraturas em indivíduos com osteoporose e níveis baixos da vitamina em questão.
Assim, todas as intervenções na osteoporose devem passar primeiro pela confirmação do valor de vitamina D e sua correção, não só no Japão, mas em todo o mundo.