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terça-feira, 29 de abril de 2014

Vitamina D, Hormonas esteróides e autoimunidade

A revista Ann. NY. Acad. Sci., Abril 2014, publica um artigo sobre o sinergismo entre Vitamina D(VD) e hormonas e o impacto positivo, indiscutível, na auto-imunidade.

Os metabolitos endógenos da VD, o calcitriol,1,25 (OH)2D3,é uma verdadeira hormona esteróide,  como os glucocorticóides e hormonas sexuais, e exercem actividade imuno modeladora.

A deficiência em VD, 25(OH)D3,  que implica uma redução da 1,25(OH)2D3, é um factor de risco para as doenças auto-imunes e inflamatórias crónicas, como as doenças infecciosas, diabetes tipo 1, esclerose múltipla e  as doenças reumáticas autoimunes (ARI).

Segundo os autores o calcitriol regula a imunidade inata e a adaptativa e existe possível sinergismo com os glucocorticóides. Diversos estudos demonstram que o calcitriol tem efeitos aditivos na inibição, mediada pela dexametasona, na proliferação dos linfócitos e monócitos. Inversamente a deficiência de VD contribui para o aumento da produção de auto anticorpos pelas células B.O declínio sazonal de VD aumenta a incidência de ARD.

O calcitriol parece reduzir a actividade da aromatase (enzima que converte androgénios em estrogénios) e limitar os efeitos negativos do metabolismo dos estrogénios, reduzindo o desenvolvimento do cancro da mama e ovário.
Filomena Vieira
Médica

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Entrevista Dr Cícero Coimbra - Vitamina D

Ontem no Programa "Sua Saúde", o Dr Cícero esclareceu mais uma vez o público sobre as funções da vitamina D e os seus benefícios do tratamento de casos de Esclerose Múltipla.

Nunca é demais ouvir:


http://videos.ruralbr.com.br/canalrural/video/sua-saude/2014/02/vitamina-pode-ajudar-combate-esclerose-multipla/63300/

Veja aqui a reportagem.
Leia aqui sobre o nosso Protocolo de Correcção Terapêutica da Deficiência de Vitamina D.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Esclerose múltipla e genética


No “European Journal of Human Genetics”, cientistas britânicos e canadianos, publicam um artigo que relaciona a deficiência de Vitamina D com Esclerose Múltipla (EM), associada a uma variante genética.
Em famílias com vários casos de EM, realizaram estudos genéticos que demonstraram uma mutação do gene CYP27B1. A vitamina D necessita de ser activada por uma enzima hepática, ligada ao citocromo P450 que tem representação genética no gene CYP27B1. Esta mutação do gene CYP27B1 é transmitida uniformemente aos filhos, provocando baixos níveis de Vitamina D e consequente alteração da função celular.

Não existem estudos que comprovem a relação entre o nível da Vitamina D no sangue e o efeito da suplementação na expressão genética dos humanos, mas a equipa de investigação do Dr. Michael Holick que se tem dedicado à importância da Vitamina D na saúde Humana, realizou estudos genéticos, em adultos saudáveis, suplementados com 400 UI e 2000 IU de Vitamina D, diariamente, durante 2 meses, no inverno, que comprovaram que a Vitamina D está relacionada com 291 genes!
Este estudo permitiu concluir que existe grande diferença nas funções do sistema imune, na resposta ao stress e na reparação do ADN,  conforme o nível da Vitamina D no sangue (valor normal 30 a 100ng/ml).

Qualquer aumento da vitamina D tem efeito positivo na expressão genética que regula as funções biológicas responsáveis pelo desenvolvimento do cancro, doenças auto-imunes e doenças cardiovasculares.

Na nossa opinião, como a vitamina D está relacionada com a EM e outras doenças auto-imunes, a determinação do nível sanguíneo da Vitamina D em grupos de risco o mais cedo possível pode permitir a correcção da deficiência e minimizar o impacto negativo no desenvolvimento desta grave doença.

Filomena Vieira
Médica

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Atlas Mundial da Esclerose Múltipla 2013

A Federação Internacional de Esclerose Múltipla apresenta um estudo epidemiológico sobre a evolução da Esclerose Múltipla (EM) em todo o mundo. Esta é uma organização mundial composta por 44 países, incluindo Portugal, abrangendo 80% da população mundial, que estuda o impacto desta doença na população mundial. Verifica-se que a EM existe em todo o mundo, mas é mais frequente em países afastados do Equador.

A Federação Internacional fornece dados sobre os avanços científicos e terapêuticos, na melhoria do acesso aos meios de diagnóstico da população, ao tratamento e à qualidade de vida destes doentes. Os dados estão apresentados no site do Atlas Mundial da esclerose Múltipla.

A EM é diagnosticada no adulto jovem, por volta dos 30 anos, sendo o sexo feminino mais atingido. A EM Pediátrica, é uma realidade global, porque 2% a 5% dos doentes têm idade inferior a 18 anos.
Este Atlas compara os resultados epidemiológicos globais atuais, com os resultados de 2008 e demonstra um aumento dramático da EM nos últimos 5 anos.

O Norte da Europa e EUA têm uma prevalência de 100 a 180 casos por 100.000 habitantes e em Portugal a prevalência da EM é de 20 a 60 casos por 100.000 habitantes.
Vários estudos científicos comprovam que a deficiência em Vitamina D devido à pouca exposição solar da população pode ser um fator de risco para a EM e na nossa experiência clinica a correção da deficiência da Vitamina D com altas doses segundo o protocolo de Dr. Cícero Coimbra, tem demonstrado benefícios efetivos na qualidade de vida destes doentes, e temos constatado que quanto mais precoce for o diagnostico e mais cedo iniciar a terapêutica, melhores são os resultados. 

Filomena Vieira 
Médica

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Doença de Parkinson e deficiência de Vitamina D


Investigadores de Harvard Medical School defendem que a doença de Parkinson é mais frequente em doentes com insuficiência de vitamina D.
A doença de Parkinson é muito debilitante, afetando o sistema nervoso central. Os doentes desenvolvem tremor, rigidez nos movimentos e instabilidade postural.
O estudo consistiu em comparar vários parâmetros clínicos, incluindo a vitamina D em 388 doentes com doença de Parkinson, com o grupo de controle de 283 indivíduos saudáveis. Verificaram que 18% eram deficientes em vitamina D em comparação com o grupo de controle com apenas 9%. Comprovaram a correlação entre deficiência de vitamina D e a severidade da doença.

Os autores concluíram que “os doentes com Parkinson devem ser incluídos no grupo que sofre de deficiência de vitamina D que mais beneficiam com suplementação.” A suplementação com vitamina D pode melhorar a prevenção das quedas e fracturas muito frequentes nestes doentes.

Na nossa opinião a comunidade médica em geral, não está sensibilizada para a importância da vitamina D num grande número de doenças crónicas. Pela nossa experiência, com uma simples análise ao sangue pode-se determinar se o doente é deficiente em vitamina D e suplementar conforme o caso clinico contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.
Filomena Vieira
Médica

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Estudo promissor para o tratamento da Esclerose Múltipla com Vitamina D

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença auto imune debilitante, por vezes com sintomas não específicos (fadiga, perda do equilíbrio, distúrbios de visão transitórios, problemas de memoria, …) que atrasam o diagnóstico. Para a maior parte dos doentes a doença é diagnosticada por volta dos 30 anos, aos 40-50 necessitam de apoio para caminhar e nos casos mais severos, aos 60 anos podem ficar totalmente dependes (acamados).

A Universidade de Wisconsin-Madison, em Agosto 2013, publicou os resultados da investigação efectuada pela equipa dirigida pela Prof.ª Colleen Hayes, sobre o tratamento  da EM com vitamina D  em modelo animal (ratos). Os investigadores utilizaram Calcitriol que é a hormona mais activa da Vitamina D.
Como o Calcitriol tem efeitos secundários, e após várias experiências, deram apenas 1 dose de Calcitriol seguida de suplementos de vitamina D na dieta e este método foi considerado um sucesso pois 100% dos ratos reponderam positivamente.  

Demonstraram que o Calcitriol reverte a doença e pode causar remissão sustentada da EM.

Neste estudo, a equipa da Profª Hayes compara o tratamento da Vitamina D com os corticosteróides que se usam nas fases agudas da doença (tratamento dos surtos) e verificaram que o calcitriol induz a remissão dos sintomas ao 9º dia, em 92% dos ratos, em relação aos 58% com corticosteróides.

Os tratamentos convencionais têm benefícios modestos e a não travam a progressão da doença.

O Calcitriol provoca a morte das células auto-imunes que atacam a mielina enquanto a vitamina D previne a desregulação de novas células auto-imunes, segundo os autores do estudo.
Este estudo pode ser promissor para os humanos, mas enquanto os ratos são geneticamente homogéneos, os humanos são geneticamente diferentes e têm reacções diferentes.
O passo seguinte será aplicar este estudo em humanos e se o tratamento funcionar, futuramente os doentes em fases precoces da EM, poderão nunca ter o diagnóstico oficial da doença.


Filomena Vieira
Médica

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Vitamina D potencia a regeneração da mielina e a recuperação das células nervosas

Investigadores da Universidade de Marselha, apresentaram um estudo promissor para todos os doentes que sofrem de doenças neurológicas. 
O estudo foi realizado em modelos animais (ratos) utilizando a Vitamina D2 (ergocalciferol) derivado dos fungos e vitamina D3 (colecalciferol) derivado de fonte animal. Demonstraram que ambas potenciam a regeneração de nervos, aumentam o diâmetro dos axónios e melhoram os reflexos, em ratos paraplégicos. Ambas as formas são metabolizadas no fígado por enzimas hepáticas (P450) e ambas chegam à forma activa 1,25(OH)2D, chamada calcitriol.

 Já se conhece a acção promotora da actividade genética nos genes envolvidos na mielinização.
Está demonstrada que existem receptores genéticos (VDRs), largamente distribuídos no cérebro dos ratos e humanos. Em humanos a Vitamina D3 (colecalciferol) é mais eficaz.

A Vitamina D3 é um potente neuromodelador. No modelo animal com lesão neuronal a Vitamina D3 induz recuperação locomotora e electrofisiológica, preserva e forma novos axónios, regula a axogénese e a mielinização e tem função neuroprotectiva.

Filomena Viera

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Reportagem sobre suplementação de vitamina D na esclerose múltipla


O Dr Cícero Coimbra, a vitamina D e a esclerose múltipla são motivos para que não deixe de ver uma reportagem do Globo Reporter (Brasil) emitida em Setembro.

A problemática da esclerose Múltipla e a sua relação com a deficiência de vitamina D, bem como o tratamento com doses elevadas são alguns dos pontos focados. Conheça testemunhos de pessoas que já passaram pela fase do diagnóstico e tratamento e que melhoraram imenso.
Quanto mais cedo a deficiência de vitamina D for verificada e mais cedo se iniciar a suplementação, maiores são as probabilidades de conseguir reverter lesões recentes.

Relembramos que o tratamento com altas doses de vitamina D exige acompanhamento médico, plano alimentar adequado e análises muito frequentes.

Veja aqui a reportagem e informe toda a gente sobre a vitamina D!