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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Vamos a banhos ... de Sol!

Quanto mais longe viver do equador maior é o risco de vir a sofrer de doenças autoimunes, cancro, doenças cardiovasculares e depressões, porque quanto mais alta for a latitude menos exposição solar e menos produção de Vitamina D.
 
Não pode produzir Vitamina D, nas regiões de altas latitudes, durante o inverno (por ex. países Nórdicos), mas em regiões como Portugal de média latitude, ( 37 º a 42 º Norte), pode apanhar sol entre Maio a Outubro, com boa incidência de radiação solar UVB, para a produção de Vitamina D para todo o ano.
 
Para beneficiar da exposição solar sem riscos para a saúde, deve:
- 1º: determinar o seu tipo de pele (ver post sobre Deixe Entrar o Sol);
- 2º: expôr pelo menos 50 % do corpo (braços e pernas), sem protetor solar durante o tempo necessário a ficar ligeiramente avermelhada. Consulte a tabela abaixo para determinar qual o seu tempo ideal. Não necessita de ir para a praia ou piscina, pode perfeitamente fazer o seu banho de sol durante um passeio ao ar livre, no intervalo de almoço, durante o período de trabalho.
 
A obesidade interfere com a absorção da Vitamina D, e por isso só a exposição solar não basta para prevenir a insuficiência de Vitamina D e necessitará de suplementos durante o Inverno.

Adaptado de Michael F. Holick, Ph.D., M.D.
 
Texto repescado por termos muitas questões nas nossas consultas sobre este assunto.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Deixe o Sol entrar na sua vida, para ter uma saúde ótima!

Mas por quanto tempo, com ou sem protetor solar?
A melanina é um pigmento que protege a pele naturalmente contra os efeitos nocivos da radiação solar e torna pele bronzeada. Existem 6 tipos de pele, com diferente capacidade de produzir melanina.

Tipo 1 - pele branca, que nunca bronzeia e fica vermelha rapidamente, com queimaduras solares (albinos e alguns nórdicos)
Tipo 2 - dificilmente bronzeia e fica vermelha (nórdicos)
Tipo 3 - por vezes fica vermelha, mas bronzeia gradualmente (povos do Mediterrâneo e Médio – Oriente)
Tipo 4 - raramente se queima e naturalmente bronzeada (indianos e médio-oriente)
Tipo 5 - pele escura, acastanhada (africanos, indianos)
Tipo 6 - pele de cor negra, nunca se queimam e podem permanecer ao sol sem sofrer queimaduras (Africanos).



 
 
A exposição solar em excesso, tem riscos: rugas, manchas na pele e risco de cancro de pele.

Qual a quantidade de sol que será suficiente para pôr os níveis de Vitamina D normais?
Segundo o investigador, Dr.Holick, para o seu corpo produzir 10 000 a 20 000 UI de Vitamina D, necessita de banho solar durante 15 a 30 minutos, na praia, campo ou no quintal, de modo a que pele fique ligeiramente avermelhada, 24 horas após a exposição, 3 vezes por semana e sem protetor solar.

Um protetor solar, fator 8, diminui em 90%, a capacidade da pele produzir Vitamina D. O nosso corpo tem a matéria-prima para produzir Vitamina D, 7-dehidrocolesterol (pró-vitamina D) existente na pele, pronta a ser ativada pela radiação UVB da luz solar. Mas para atuar como hormona, necessita de ser ativada por 2 processos: 1º no fígado e o 2º nos rins. A suplementação de Vitamina D, é necessária se o nível sanguíneo for inferior a 30 ng/mililitro.
 
Durante a exposição solar deve proteger a face e basta expor ao sol cerca de 50% da pele, o que corresponde a área total de braços (18%) e pernas (36%).

Texto repescado por termos muitas questões nas nossas consultas sobre este assunto.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Maior probabilidade de infeções hospitalares em doentes com vitamina D baixa


Alterações no sistema imunitário aumentam a probabilidade de infeções. Sendo a vitamina D um elemento de extrema importância para o funcionamento do sistema imunitário foi verificar-se se o nível de vitamina D antes do internamento poderia estar relacionado com infeções durante o internamento.
No American Journal of Clinical Nutrition foi publicado um estudo onde se analisaram 2135 pacientes adultos com hospitalizações entre 1993 e 2010 em que foi medido o valor de vitamina D antes do internamento e quantificou-se a existência de infeções na colheita de sangue 48h depois do inicio do internamento.
Depois de ajustados para confundidores, os resultados mostraram que os pacientes com vitamina D abaixo de 10 ng/mL tinham maior percentagem de infeções hospitalares.
Mais uma vez fica a chamada de atenção para a medição dos valores de vitamina D e sua correção. As infeções hospitalares podem complicar e muito a situação dos dentes e devem ser evitadas.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Doenças relacionadas com deficiência de vitamina D

Algumas das condições mais comuns e debilitantes de saúde hoje podem estar ligadas a uma deficiência de nutrientes que assola milhões de ocidentais: a deficiência de vitamina D.
Aqui estão sete doenças comuns que podem estar cientificamente ligadas a uma falta crónica de vitamina D:
1) Asma: Embora a causa definitiva da asma esteja ainda em debate, recentemente a ciência aponta para a vitamina D, e em particular a falta dela, como um fator importante na sua prevalência. Especialmente em crianças, a vitamina D tem sido demostrada para ajudar a reduzir a gravidade e a prevalência de sintomas de asma, e pode ajudar a acalmar a inflamação responsável por restringir vias aéreas.
2) Hipertensão: Um estudo recentemente publicado no Journal of Investigative Medicine descobriu que os pacientes com hipertensão melhoram quando os níveis de vitamina D são  impulsionados.
3) Doença Inflamatória Intestinal: Numerosos estudos realizados na Europa, Índia e Estados Unidos identificaram uma ligação entre baixos níveis de vitamina D e maiores taxas de doença de Crohn, colite ulcerativa, e outras formas de IBS. Com base nessa coorte de pesquisa, as populações onde a exposição solar natural é limitada tendem a ter maiores taxas de doença inflamatória intestinal, e vice-versa .
4) Diabetes tipo 2: Um estudo de 2011 publicado na revista AIDS, descobriu que a deficiência de vitamina D pode agravar os sintomas da síndrome metabólica em pacientes com HIV. Mas, no processo de aprendizagem, a equipe de pesquisa também descobriu que a manutenção de níveis elevados de vitamina D através da exposição à luz solar ou a suplementação pode realmente ajudar a reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em geral.
5) As cáries: Suspeita-se, pelo menos desde meados dos anos 1800 que a falta de exposição à luz solar natural é uma das principais causas de problemas de saúde. Mas nos últimos anos, os cientistas depositaram condições específicas, incluindo a má saúde bucal, à falta de vitamina D. Vários estudos recentes descobriram que os níveis ideais de vitamina D promovem a calcificação de dentes saudáveis, enquanto a falta deste importante nutriente pode levar a maiores taxas de cáries dentárias.

6) A artrite reumatoide: Um estudo recente encontrou uma " forte associação" entre a deficiência de vitamina D e Artrite Reumatóide. De facto, aqueles com os níveis mais baixos no plasma sanguíneo de 25(OH)D3 foram considerados até cinco vezes mais susceptíveis às doenças relacionadas com a Artrite Reumatóide do que outros

7) Cancro: Quer se trate de mama, próstata, colo do útero, colo-rectal, esofágico, gástrico, do endométrio, do ovário, pancreático, renal, ou, de todos os tipos de cancros, têm demonstrado ser mais proeminentes entre as pessoas com níveis inadequados de vitamina D. Por outro lado, aqueles com a maior níveis de vitamina D, ou o que são considerados níveis "ótimos", tendem a ser menos propensos a desenvolver cancro.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Vamos a banhos ... de Sol!

Quanto mais longe viver do equador maior é o risco de vir a sofrer de doenças autoimunes, cancro, doenças cardiovasculares e depressões, porque quanto mais alta for a latitude menos exposição solar e menos produção de Vitamina D.
 

Não pode produzir Vitamina D, nas regiões de altas latitudes, durante o inverno (por ex. países Nórdicos), mas em regiões como Portugal de média latitude, ( 37 º a 42 º Norte), pode apanhar sol entre Maio a Outubro, com boa incidência de radiação solar UVB, para a produção de Vitamina D para todo o ano.
 

Para beneficiar da exposição solar sem riscos para a saúde, deve:
- 1º: determinar o seu tipo de pele (ver post sobre Deixe Entrar o Sol);
- 2º: expôr pelo menos 50 % do corpo (braços e pernas), sem protetor solar durante o tempo necessário a ficar ligeiramente avermelhada. Consulte a tabela abaixo para determinar qual o seu tempo ideal. Não necessita de ir para a praia ou piscina, pode perfeitamente fazer o seu banho de sol durante um passeio ao ar livre, no intervalo de almoço, durante o período de trabalho.
 


A obesidade interfere com a absorção da Vitamina D, e por isso só a exposição solar não basta para prevenir a insuficiência de Vitamina D e necessitará de suplementos durante o Inverno.

Adaptado de Michael F. Holick, Ph.D., M.D.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vitamina D: o passado, presente e futuro


Nos finais do seculo 19, devido à revolução industrial, o trabalho infantil obrigava as crianças a longos períodos do dia, sem exposição solar, dentro de minas e fábricas. O raquitismo impedia as crianças de terem um desenvolvimento normal. Óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados com vitamina D começaram a ser usados para tratar e prevenir esta doença. Desde 1915 que a Vitamina D é investigada e usada como tratamento efetivo e aprovado para o raquitismo.
 

Atualmente é reconhecido por toda a comunidade médica a importância da Vitamina D no metabolismo e homeostase do cálcio, na capacidade imunomodeladora, antinflamatória e possivelmente neuroprotetora.

 
Estima-se que mais de 110.000  mortes por ano se podem prevenir com suplementos de Vitamina D.
 
A expressão genética de alguns genes podem ser modulados pela vitamina D. Recentes estudos demonstram a relação do níveis baixos de Vitamina D, durante o período gestacional,  no aumento do risco dos filhos virem a desenvolver doença autoimune.
E no futuro enquanto aguardamos os resultados dos estudos científicos, devemos apostar mais na prevenção, apanhar sol, levar as crianças a brincar ao ar livre e fazer uma simples análise ao sangue para saber se a sua vitamina D é insuficiente.
 




 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pode a vitamina D ser tóxica ?



Quando a Vitamina D activa, 25(OH)D, calcidiol, se torna demasiado alta pode causar efeitos adversos, por isso o tratamento com suplementos de Vitamina D deve ter supervisão médica.

Não há risco de toxicidade pela exposição solar, porque o organismo tem capacidade de controlar síntese de Vitamina D. Com a suplementação existe a possibilidade de toxicidade com doses superiores a 40 000 UI/dia (1000 mcg/dia).

Os níveis sanguíneos considerados tóxicos são superiores a 250 ng/ml (750nmol/L).
É considerado valor alto, mas não tóxico, 100 ng/ml (250 nmol/L).

O primeiro sinal de toxicidade é a hipercalciúria (excesso de cálcio na urina) seguida de hipercalcemia (cálcio elevado no sangue) e podem aparecer alguns destes sintomas: náuseas, vómitos, perda do apetite, obstipação, diarreia, perda de peso, fraqueza muscular, confusão mental ,boca seca, arritmias cardíacas.
 
Sintomas imediatos de "overdose" de Vitamina D são dores abdominais, náuseas e vómitos.
 
Deve parar com a suplementação e determinar o valor da Vitamina D(25(OH)D), no sangue, e se o valor encontrado for inferior a 250 ng/ml, a reação que sente pode ser resultado de deficiência de magnésio, hipersensibilidade à Vitamina D devido a excesso de cálcio no sangue antes do inicio do tratamento, em consequência de hiperparatiroidismo, sarcoidose, granulomatose ou alguns tipos de cancro.

Se for toxicidade, com a Vitamina D superior a 250 ng/ml, deve reduzir imediatamente a exposição solar, eliminar suplementos e alimentos com Vitamina D, fazer restrição de cálcio na dieta e beber 8 copos de água.
 
A hipercalcemia pode causar calcificações de tecidos e deposição de cristais de cálcio no coração, pulmões e rins.

 
Por tudo isto, lembre-se que tratamento com suplementos de Vitamina D deve ter supervisão médica.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Vitamina D - não é uma vitamina.É uma hormona!


A vitamina D, ou colecalciferol, é produzida pelo nosso maior órgão, a pele,  quando exposta ao sol.

A vitamina D, ou colecalciferol, interfere com 237 funções diferentes em cada célula, tendo portanto uma ampla e muito abrangente ação em múltiplas funções de todos os órgão e sistemas do nosso organismo. 

Por estas duas razões a classificação correta para o colecalciferol é de hormona e não uma vitamina. 

Se pensarmos em colecalciferol, não como uma vitamina mas como uma hormona, podemos, desde logo, ter uma ideia da sua enorme capacidade de intervenção no nosso organismo e, portanto, da catástrofe biológica que pode provocar estar deficiente em colecalciferol durante meses e meses, ou anos e anos!
 
E podemos também imaginar o quanto pode melhorar a saúde global de uma pessoa que estando com défice desta hormona, se repõe o seu nível correto.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Deixe entrar o Sol!

Deixe o Sol entrar na sua vida, para ter uma saúde ótima!

Mas por quanto tempo, com ou sem protetor solar?
A melanina é um pigmento que protege a pele naturalmente contra os efeitos nocivos da radiação solar e torna pele bronzeada. Existem 6 tipos de pele, com diferente capacidade de produzir melanina.

Tipo 1 - pele branca, que nunca bronzeia e fica vermelha rapidamente, com queimaduras solares (albinos e alguns nórdicos)
Tipo 2 - dificilmente bronzeia e fica vermelha (nórdicos)
Tipo 3 - por vezes fica vermelha, mas bronzeia gradualmente (povos do Mediterrâneo e Médio – Oriente)
Tipo 4 - raramente se queima e naturalmente bronzeada (indianos e médio-oriente)
Tipo 5 - pele escura, acastanhada (africanos, indianos)
Tipo 6 - pele de cor negra, nunca se queimam e podem permanecer ao sol sem sofrer queimaduras (Africanos).



 
 
A exposição solar em excesso, tem riscos: rugas, manchas na pele e risco de cancro de pele.

Qual a quantidade de sol que será suficiente para pôr os níveis de Vitamina D normais?
Segundo o investigador, Dr.Holick, para o seu corpo produzir 10 000 a 20 000 UI de Vitamina D, necessita de banho solar durante 15 a 30 minutos, na praia, campo ou no quintal, de modo a que pele fique ligeiramente avermelhada, 24 horas após a exposição, 3 vezes por semana e sem protetor solar.

Um protetor solar, fator 8, diminui em 90%, a capacidade da pele produzir Vitamina D. O nosso corpo tem a matéria-prima para produzir Vitamina D, 7-dehidrocolesterol (pró-vitamina D) existente na pele, pronta a ser ativada pela radiação UVB da luz solar. Mas para atuar como hormona, necessita de ser ativada por 2 processos: 1º no fígado e o 2º nos rins. A suplementação de Vitamina D, é necessária se o nível sanguíneo for inferior a 30 ng/mililitro.
 
Durante a exposição solar deve proteger a face e basta expor ao sol cerca de 50% da pele, o que corresponde a área total de braços (18%) e pernas (36%).

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vitamina D – nível normal é diferente de nível ideal

A medição laboratorial do nível sanguíneo de vitamina D designa-se 25(OH)D3. 

De acordo com as normas internacionais os valores normais de 25(OH)D3 situam-se entre 30 e 100 nanogramas por mililitro (ng/mL).

Simplificando: 
Vitmina D – valor normal – de 30 a 100
 

Mas segundo um dos maiores investigadores em vitamina D, Dr Michael Holick, o valor fisiologicamente ideal situa-se entre 40 e 60 ng/mL

Vitmina D – valor ideal – de 40 a 60
Vitmina D – valor insuficiente – de 21 a29
Vitmina D – valor deficiente – inferior a 20

terça-feira, 7 de maio de 2013

É preciso avisar toda a gente, dar notícia, informar, prevenir!


A investigação científica recente mostra que, muito provavelmente, 90% da população dos países industrializados tem deficiência de vitamina D.
A deficiência em Vitamina D está relacionada com o aumento de incidência e de  maior gravidade clínica de:

- Fadiga crónica
- Doenças auto-imunes: esclerose múltipla, artrite reumatoide, doença de Chron, colite ulcerosa, lupus, esclerodermia, doença de Sjorgen, tiroidites, diabetes tipo 1
- Doenças cardiovasculares
- Doenças neurológicas
- Doenças osteoligamentares
- Doenças oncológicas
- Deficiências cognitivas
- Alergias
- Osteoporose
- Fibromialgia

 Neste início do século XXI é imperativo parar a pandemia da deficiência em vitamina D, ou colecalciferol.

É urgente “dar notícia, informar, prevenir” porque cada pessoa com deficiência em vitamina D, é uma pessoa enfraquecida, potencialmente doente, ou muito doente.

É para” avisar toda a gente, dar notícia, informar, prevenir” (João Apolinário) que criamos este blog sobre o colecalciferol, ou Vitamina D!