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terça-feira, 3 de junho de 2014

Lançamento de livro - Vitamina D e esclerose múltipla

Amanhã, decorre o lançamento do Livro: "Vitamina D e esclerose Múltipla - a chave brasileira das doenças autoimunes” - em São Paulo, Brasil.
 
O evento será na Livraria Cultura Iguatemi e decorrerá das 19 às 21.30 horas.

Não perca a oportunidade de ouvir os especialistas falarem sobre esta temática. O livro é da autoria de Walter Feldman, Cícero Coimbra e Rita Sinigaglia Coimbra.

Se não tiver oportunidade de assistir ao lançamento, leia o livro e elucide-se ainda mais sobre o tema!
Boa leitura!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Dia Mundial da Esclerose Múltipla - 28 de Maio


A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença auto-imune que causa inflamação do sistema nervoso central.

Existe evidência científica da relação de baixos níveis sanguíneos de Vitamina D (VD) com o desenvolvimento da EM. A distribuição geográfica da EM demonstra aumento da prevalência em latitudes altas, o que está relacionado com a intensidade do sol.

Em Portugal a Direcção Geral de Saúde apresenta um estudo epidemiológico “Esclerose Múltipla – conhecer e desmitificar” com objectivo de determinar a prevalência e a avaliação do conhecimento da população sobre esta doença. Este estudo estima que existem cerca de 4.287 indivíduos diagnosticados com EM em Portugal. A prevalência da EM é de 54 casos por 100.000 habitantes. No Norte da Europa e nos EUA a prevalência é de 100 a 180 casos por 100.000 habitantes.

O que achamos relevante neste estudo é o desconhecimento da população portuguesa sobre esta doença e como ela se manifesta. Os primeiros sintomas podem ser inespecíficos e arrastados, como a fadiga, tonturas, dores musculares, perda ligeira da sensibilidade e problemas visuais. Este desconhecimento, pode implicar atraso no diagnóstico e tratamento e, está demonstrado que a EM tratada precocemente pode ter melhor prognostico.

Os efeitos secundários da medicação convencional podem trazer complicações e falta de adesão à terapêutica. A comunidade médica em geral não está sensibilizada para a necessidade de tratar a deficiência de VD.

O Protocolo do Prof. Dr. Cicero Galli Coimbra, usa altas doses de VD para tratar doenças auto-imunes, entre elas a EM. A VD em altas doses é um potente anti-inflamatório e restaura o sistema imunológico. Esta terapêutica tem dado provas de ser segura e com resultados positivos no alívio dos sintomas, na melhoria da qualidade de vida e em alguns casos leva à remissão da doença.
Existem estudos que demonstram que a VD pode ser associada com a medicação convencional.

Na nossa Clinica, aplicamos este protocolo há pouco mais de 1 ano e meio, e já começamos a ver resultados positivos na maior parte dos doentes que recorrem a esta terapêutica.
Em alguns dos doentes mais jovens e que iniciaram o tratamento muito precocemente têm a doença em remissão. Em doentes em estados avançados, os benefícios da VD são marcantes, sobretudo a nível da força muscular, o que permite uma reabilitação funcional mais intensa e com melhores resultados.

Neste dia, 28 de Maio, também é bom reflectir sobre os benefícios dos suplementos com VD, na prevenção da deficiência em grupos de risco como a mulher em idade fértil e que pretende engravidar, em crianças e adolescentes. Estudos científicos recentes demonstram, que o estado da VD na grávida tem influência na imunidade futura do recém-nascido.

Toda a equipa da Clinica Cristina Sales deseja a todos os doentes com EM e seus familiares cuidadores, uma boa recuperação.


Filomena Vieira
Médica

terça-feira, 29 de abril de 2014

Vitamina D, Hormonas esteróides e autoimunidade

A revista Ann. NY. Acad. Sci., Abril 2014, publica um artigo sobre o sinergismo entre Vitamina D(VD) e hormonas e o impacto positivo, indiscutível, na auto-imunidade.

Os metabolitos endógenos da VD, o calcitriol,1,25 (OH)2D3,é uma verdadeira hormona esteróide,  como os glucocorticóides e hormonas sexuais, e exercem actividade imuno modeladora.

A deficiência em VD, 25(OH)D3,  que implica uma redução da 1,25(OH)2D3, é um factor de risco para as doenças auto-imunes e inflamatórias crónicas, como as doenças infecciosas, diabetes tipo 1, esclerose múltipla e  as doenças reumáticas autoimunes (ARI).

Segundo os autores o calcitriol regula a imunidade inata e a adaptativa e existe possível sinergismo com os glucocorticóides. Diversos estudos demonstram que o calcitriol tem efeitos aditivos na inibição, mediada pela dexametasona, na proliferação dos linfócitos e monócitos. Inversamente a deficiência de VD contribui para o aumento da produção de auto anticorpos pelas células B.O declínio sazonal de VD aumenta a incidência de ARD.

O calcitriol parece reduzir a actividade da aromatase (enzima que converte androgénios em estrogénios) e limitar os efeitos negativos do metabolismo dos estrogénios, reduzindo o desenvolvimento do cancro da mama e ovário.
Filomena Vieira
Médica

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Entrevista Dr Cícero Coimbra - Vitamina D

Ontem no Programa "Sua Saúde", o Dr Cícero esclareceu mais uma vez o público sobre as funções da vitamina D e os seus benefícios do tratamento de casos de Esclerose Múltipla.

Nunca é demais ouvir:


http://videos.ruralbr.com.br/canalrural/video/sua-saude/2014/02/vitamina-pode-ajudar-combate-esclerose-multipla/63300/

Veja aqui a reportagem.
Leia aqui sobre o nosso Protocolo de Correcção Terapêutica da Deficiência de Vitamina D.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Será que a Vitamina D é o futuro no tratamento da Esclerose Múltipla?

Como o tratamento convencional da Esclerose Múltipla (EM) não tem demonstrado eficácia na maior parte dos casos, a comunidade científica procura outras soluções. 

A EM é mais comum em regiões afastadas do equador, com fraca exposição solar e está relacionada com deficiência em Vitamina D. Já existem estudos que demonstram que a Vitamina D pode ajudar a prevenir e a tratar a EM, mas não se sabe qual o mecanismo subjacente.
Investigadores do Johns Hopkins Medicine, publicaram a 9 de Dezembro 2013, um estudo sobre como a Vitamina D actua no tratamento da EM. 

Neste estudo, foram utilizadas modelos animais (ratos) com EM aos quais foram administradas altas doses de Vitamina D. Detectaram nos animais após a toma da Vitamina D, um aumento dos linfócitos T, no sangue, mas o mais interessante é que estas células não aumentaram no Sistema Nervoso Central (SNC). Os animais que tomaram altas doses de Vitamina D tinham poucas células T no cérebro e espinhal medula.
 Nas doenças auto imunes os linfócitos T, encarregados das defesas do organismo, tornam-se desreguladas e atacam as células normais e no caso da EM, destroem a mielina.

Neste estudo, os investigadores demonstraram que a Vitamina D produz uma substância adesiva que impede a emigração das células T dos vasos sanguíneos, para o exterior, mantendo-as em circulação e evitando assim a agressão ao SNC.

Os investigadores verificaram que ao retirarem Vitamina D aos ratos, surgia uma reactivação da EM.

Segundo os autores a Vitamina D actua nos ratos como nos humanos e a Natureza criou um mecanismo para proteger o SNC de agressões do sistema imune. A Vitamina D parece ser mais eficaz e segura do que as drogas convencionais e poderá ser no futuro a principal proposta terapêutica para a EM.


Filomena Vieira
Médica

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Coenzima Q10 reduz a frequência dos surtos na Esclerose Múltipla

No International Journal of Neuroscience de Novembro 2013, vem publicado um estudo científico, que relata a importância dos suplementos com Coenzima Q10 (CoQ10) na redução do stress oxidativo e no aumento da capacidade antioxidante nos pacientes com Esclerose Múltipla (EM), surtos/remissiva.

O estudo consistiu na avaliação do efeito terapêutico da administração de 500mg/dia de CoQ10, versus placebo, durante 12 semanas, em 45 doentes com EM.
Estes pacientes realizaram análises de sangue antes e depois do tratamento. Analisou-se a capacidade total antioxidante (TAC), malondialdeído (MDA) e dosearam-se as enzimas antioxidantes superoxidodismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPX).

Os autores concluíram que os doentes que tomaram o suplemento com 500mg de CoQ10, apresentaram um significativo aumento da atividade das enzimas antioxidantes e uma redução do número de surtos.

Este estudo sugere que suplementos com CoQ10 podem reduzir o stress oxidativo, aumentar a actividade enzimática (SOD e GPX) e reduzir a frequência dos surtos na EM.

Na nossa opinião sendo a CoQ10 necessária para a produção de energia e um potente antioxidante, a sua falta pode causar danos irreparáveis no cérebro. A associação com a Vitamina D em altas doses, pode trazer grandes benefícios para os doentes com EM.

Filomena Vieira
Médica

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Stress oxidativo e Esclerose Múltipla

Na revista “Trends in Molecular Medicine” de 24/Dez/2013, vem publicado um artigo sobre o impacto do stress oxidativo na Esclerose Múltipla (EM).
Salientamos os seguintes itens:
- A disfunção mitocondrial contribui para a neuro-degeneração.
- A neuro-inflamação perpetua a doença.
- Restabelecendo a atividade normal da mitocôndria poderá ser o objetivo principal do tratamento da EM.

A mitocôndria é um organito citoplasmático intracelular que é responsável pela produção de energia através de várias reações enzimáticas. Como produto final há a produção de radicais livres de oxigénio, que num corpo saudável são eliminados naturalmente, mas quando produzidos em excesso podem levar ao stress oxidativo.
Nos doentes com EM este metabolismo está alterado havendo disfunção mitocondrial com a produção de stress oxidativo, que contribui para a neuro-degeneração.
Estudos revelam que a disfunção mitocondrial contribui para a perda e destruição dos neurónios.

É importante esta nova visão sobre a disfunção mitocondrial na MS, abrindo novas perspectivas no tratamento da EM, que inclui o combate ao stress oxidativo.

Filomena Viera
Médica

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cinco fatores de risco para a Esclerose Múltipla

No dia 18 de Outubro de 2013, em Copenhague, realizou-se o 29º Congresso “European Commitee for treatment and Research in Multiple Sclerosis" (ECTRIMS). 

Neste congresso dedicado à apresentação dos avanços científicos no tratamento e investigação da EM, foi demonstrada a importância da Vitamina D no tratamento e no desenvolvimento da doença. Além do nível sérico da Vitamina D, outros fatores de risco foram destacados: infecção por Virus Epstein Barr, tabagismo, nível sérico de sódio e obesidade.

Salientamos os seguintes aspectos, dos estudos apresentados:

1: A importância da Vitamina D (1), os autores demonstram que em doentes portadores de EM, com níveis altos de Vitamina D têm melhor prognóstico. Quanto mais alta for a Vitamina D no início do tratamento com Interferon beta 1-b, menor é o risco de agravamento da doença, as lesões são menos graves na RMN, há menor carga lesional, menos atrofia cerebral. 
Os autores salientam que não há dúvidas quanto ao papel da Vitamina D nesta doença.
 Outro estudo (2) demonstra o impacto dos níveis de Vitamina D nos doentes medicados com fingolimod e verificaram que em doentes com níveis altos de Vitamina D houve melhor resposta à terapêutica e redução dos surtos. 
Apesar da evidência científica dos benefícios da Vitamina D, estes estudos não referem qual é dose de suplementação da Vitamina D que melhor favorece o curso da doença.

2: O tabagismo (3) é outro fator de risco apontado e o estudo revela que independentemente da idade de início ou da quantidade de cigarros fumados, o risco de um fumador desenvolver EM é muito elevado.
Parar de fumar é muito benéfico para a EM.

3: Vírus de Epstein-Barr (mononucleose infecciosa) (4) - os estudos apresentados confirmam que presença no sangue de anticorpos do vírus Epstein –Barr  elevados, pode ser responsável pelo aparecimento da EM. 

4: O nível de sódio (5) no sangue em pacientes com EM, pode aumentar a carga lesional, segundo estudo recente. A demonstração deste fator de risco, ainda em fase de estudo, pode estar relacionada com estado metabólico do doente, sendo importante uma dieta equilibrada.

5: A obesidade (6) - Um índice de massa corporal elevado é considerado um factor de risco para a EM. O estudo demonstra que aumento de adipócitos e da leptina está relacionado com maior risco de EM.
Filomena Vieira
Médica

Referências:
1 - Ascherio A, Munger K, White R, et al. Vitamin D as a predictor of multiple sclerosis activity and progression. Program and abstracts of the 29th Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis; October 2-5, 2013; Copenhagen, Denmark. Abstract 101.
2- Rotstein DL, Healy BC, Malik MT, et al. The effect of vitamin D on disease activity in multiple sclerosis patients on fingolimod. Program and abstracts of the 29th Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis; October 2-5, 2013; Copenhagen, Denmark. Presentation 419.
3 - Hedstrom AK, Hillert J, Olsson T, Alfredsson L. Smoking and multiple sclerosis susceptibility. Program and abstracts of the 29th Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis; October 2-5, 2013; Copenhagen, Denmark. Abstract 118.
4 - Lunemann J. EBV and MS. Program and abstracts of the 29th Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis; October 2-5, 2013; Copenhagen, Denmark. Abstract 116.
5 - Farez MF, Quintana FJ, Correale J. Sodium intake is associate with increased disease activity in multiple sclerosis. Program and abstracts of the 29th Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis; October 2-5, 2013; Copenhagen, Denmark. Abstract 119.
6 - Bove R, Musallam A, Healy BC, et al. Adiposity markers are associated with disease severity in early relapsing remitting multiple sclerosis. Program and abstracts of the 29th Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis; October 2-5, 2013; Copenhagen, Denmark. Abstract 119.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ómega 3 melhora o prognóstico da Esclerose Múltipla



Na revista Nature Reviews Neurology, vem publicado um artigo sobre o benefício da suplementação com ácidos gordos polinsaturados PUFA, essencialmente ómega 3, na evolução da Esclerose Múltipla (EM).

Estudos revelam uma redução da severidade da EM, em doentes suplementados com ómega 3, moduladores da inflamação, que limitam a produção de substâncias pró inflamatórias, produzidas pela cascata do ácido araquidónico, via metabólica responsável pela síntese de prostaglandinas, tromboxanos e leucotrienos.

Os ácidos gordos essenciais, componentes das membranas celulares, não são sintetizados pelo organismo, por isso têm que ser fornecidos através da alimentação ou através de suplementos. O s ómega 3 EPA e DHA existem no peixe gordo e óleos de peixe.

As resolvinas e as neuroprotectinas são metabolitos do ómega 3 (EPA e DHA), que têm demonstrado potencial efeito anti-inflamatório, acção imunomodeladora e beneficiam a atividade cognitiva. O EPA (ácido eicosapentaenóico) cujos metabolitos são constituídos por resolvinas, actuam sobretudo na inflamação das mucosas e o DHA (ácido docosahexaenóico) cujos metabolitos são as neuroprotectinas protegem o cérebro e a retina.
Este tipo de suplemento deve ser administrado a longo prazo, isoladamente ou associado a outros suplementos nutricionais.
Filomena Vieira
Médica

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla

Hoje é dia Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla.
 
Já faz mais de ano que aplicamos o Protocolo de correção terapêutica da deficiência em vitamina D3 e já foram muitos os pacientes de Esclerose Múltipla que começaram a ver melhorias significativas no seu estado clínico e na sua qualidade de vida.

Esperamos que dias de comemoração como este sirvam para divulgar informação de qualidade, nomeadamente a necessidade da medição dos níveis de vitamina D e a atuação em conformidade para subir os valores deficitários.
 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Esclerose múltipla e genética


No “European Journal of Human Genetics”, cientistas britânicos e canadianos, publicam um artigo que relaciona a deficiência de Vitamina D com Esclerose Múltipla (EM), associada a uma variante genética.
Em famílias com vários casos de EM, realizaram estudos genéticos que demonstraram uma mutação do gene CYP27B1. A vitamina D necessita de ser activada por uma enzima hepática, ligada ao citocromo P450 que tem representação genética no gene CYP27B1. Esta mutação do gene CYP27B1 é transmitida uniformemente aos filhos, provocando baixos níveis de Vitamina D e consequente alteração da função celular.

Não existem estudos que comprovem a relação entre o nível da Vitamina D no sangue e o efeito da suplementação na expressão genética dos humanos, mas a equipa de investigação do Dr. Michael Holick que se tem dedicado à importância da Vitamina D na saúde Humana, realizou estudos genéticos, em adultos saudáveis, suplementados com 400 UI e 2000 IU de Vitamina D, diariamente, durante 2 meses, no inverno, que comprovaram que a Vitamina D está relacionada com 291 genes!
Este estudo permitiu concluir que existe grande diferença nas funções do sistema imune, na resposta ao stress e na reparação do ADN,  conforme o nível da Vitamina D no sangue (valor normal 30 a 100ng/ml).

Qualquer aumento da vitamina D tem efeito positivo na expressão genética que regula as funções biológicas responsáveis pelo desenvolvimento do cancro, doenças auto-imunes e doenças cardiovasculares.

Na nossa opinião, como a vitamina D está relacionada com a EM e outras doenças auto-imunes, a determinação do nível sanguíneo da Vitamina D em grupos de risco o mais cedo possível pode permitir a correcção da deficiência e minimizar o impacto negativo no desenvolvimento desta grave doença.

Filomena Vieira
Médica

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Atlas Mundial da Esclerose Múltipla 2013

A Federação Internacional de Esclerose Múltipla apresenta um estudo epidemiológico sobre a evolução da Esclerose Múltipla (EM) em todo o mundo. Esta é uma organização mundial composta por 44 países, incluindo Portugal, abrangendo 80% da população mundial, que estuda o impacto desta doença na população mundial. Verifica-se que a EM existe em todo o mundo, mas é mais frequente em países afastados do Equador.

A Federação Internacional fornece dados sobre os avanços científicos e terapêuticos, na melhoria do acesso aos meios de diagnóstico da população, ao tratamento e à qualidade de vida destes doentes. Os dados estão apresentados no site do Atlas Mundial da esclerose Múltipla.

A EM é diagnosticada no adulto jovem, por volta dos 30 anos, sendo o sexo feminino mais atingido. A EM Pediátrica, é uma realidade global, porque 2% a 5% dos doentes têm idade inferior a 18 anos.
Este Atlas compara os resultados epidemiológicos globais atuais, com os resultados de 2008 e demonstra um aumento dramático da EM nos últimos 5 anos.

O Norte da Europa e EUA têm uma prevalência de 100 a 180 casos por 100.000 habitantes e em Portugal a prevalência da EM é de 20 a 60 casos por 100.000 habitantes.
Vários estudos científicos comprovam que a deficiência em Vitamina D devido à pouca exposição solar da população pode ser um fator de risco para a EM e na nossa experiência clinica a correção da deficiência da Vitamina D com altas doses segundo o protocolo de Dr. Cícero Coimbra, tem demonstrado benefícios efetivos na qualidade de vida destes doentes, e temos constatado que quanto mais precoce for o diagnostico e mais cedo iniciar a terapêutica, melhores são os resultados. 

Filomena Vieira 
Médica

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Estudo promissor para o tratamento da Esclerose Múltipla com Vitamina D

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença auto imune debilitante, por vezes com sintomas não específicos (fadiga, perda do equilíbrio, distúrbios de visão transitórios, problemas de memoria, …) que atrasam o diagnóstico. Para a maior parte dos doentes a doença é diagnosticada por volta dos 30 anos, aos 40-50 necessitam de apoio para caminhar e nos casos mais severos, aos 60 anos podem ficar totalmente dependes (acamados).

A Universidade de Wisconsin-Madison, em Agosto 2013, publicou os resultados da investigação efectuada pela equipa dirigida pela Prof.ª Colleen Hayes, sobre o tratamento  da EM com vitamina D  em modelo animal (ratos). Os investigadores utilizaram Calcitriol que é a hormona mais activa da Vitamina D.
Como o Calcitriol tem efeitos secundários, e após várias experiências, deram apenas 1 dose de Calcitriol seguida de suplementos de vitamina D na dieta e este método foi considerado um sucesso pois 100% dos ratos reponderam positivamente.  

Demonstraram que o Calcitriol reverte a doença e pode causar remissão sustentada da EM.

Neste estudo, a equipa da Profª Hayes compara o tratamento da Vitamina D com os corticosteróides que se usam nas fases agudas da doença (tratamento dos surtos) e verificaram que o calcitriol induz a remissão dos sintomas ao 9º dia, em 92% dos ratos, em relação aos 58% com corticosteróides.

Os tratamentos convencionais têm benefícios modestos e a não travam a progressão da doença.

O Calcitriol provoca a morte das células auto-imunes que atacam a mielina enquanto a vitamina D previne a desregulação de novas células auto-imunes, segundo os autores do estudo.
Este estudo pode ser promissor para os humanos, mas enquanto os ratos são geneticamente homogéneos, os humanos são geneticamente diferentes e têm reacções diferentes.
O passo seguinte será aplicar este estudo em humanos e se o tratamento funcionar, futuramente os doentes em fases precoces da EM, poderão nunca ter o diagnóstico oficial da doença.


Filomena Vieira
Médica

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Vitamina D potencia a regeneração da mielina e a recuperação das células nervosas

Investigadores da Universidade de Marselha, apresentaram um estudo promissor para todos os doentes que sofrem de doenças neurológicas. 
O estudo foi realizado em modelos animais (ratos) utilizando a Vitamina D2 (ergocalciferol) derivado dos fungos e vitamina D3 (colecalciferol) derivado de fonte animal. Demonstraram que ambas potenciam a regeneração de nervos, aumentam o diâmetro dos axónios e melhoram os reflexos, em ratos paraplégicos. Ambas as formas são metabolizadas no fígado por enzimas hepáticas (P450) e ambas chegam à forma activa 1,25(OH)2D, chamada calcitriol.

 Já se conhece a acção promotora da actividade genética nos genes envolvidos na mielinização.
Está demonstrada que existem receptores genéticos (VDRs), largamente distribuídos no cérebro dos ratos e humanos. Em humanos a Vitamina D3 (colecalciferol) é mais eficaz.

A Vitamina D3 é um potente neuromodelador. No modelo animal com lesão neuronal a Vitamina D3 induz recuperação locomotora e electrofisiológica, preserva e forma novos axónios, regula a axogénese e a mielinização e tem função neuroprotectiva.

Filomena Viera

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Reportagem sobre suplementação de vitamina D na esclerose múltipla


O Dr Cícero Coimbra, a vitamina D e a esclerose múltipla são motivos para que não deixe de ver uma reportagem do Globo Reporter (Brasil) emitida em Setembro.

A problemática da esclerose Múltipla e a sua relação com a deficiência de vitamina D, bem como o tratamento com doses elevadas são alguns dos pontos focados. Conheça testemunhos de pessoas que já passaram pela fase do diagnóstico e tratamento e que melhoraram imenso.
Quanto mais cedo a deficiência de vitamina D for verificada e mais cedo se iniciar a suplementação, maiores são as probabilidades de conseguir reverter lesões recentes.

Relembramos que o tratamento com altas doses de vitamina D exige acompanhamento médico, plano alimentar adequado e análises muito frequentes.

Veja aqui a reportagem e informe toda a gente sobre a vitamina D!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Como tomar Vitamina D em gotas

A equipa médica da Clinica Drª Cristina Sales, responsável pela aplicação do protocolo da Terapêutica da Vitamina D, do Dr. Cícero Coimbra, na Esclerose Múltipla e outras doenças auto-imunes, alerta para o facto de haver alguma discrepância entre a contagem de gotas de “Vigantol” e o uso de colher - medida ou outro tipo de conta-gotas.

 O “Vigantol” é um produto oleoso, e em doentes que tomam altas doses de Vitamina D a contagem de gotas pode ser demorada. A correspondência da dose total em gotas pode ser calculada em mililitros, sendo neste caso 30 gotas igual a 1 mililitro, mas apenas usando o conta-gotas do frasco de “Vigantol”. Se usar outro conta-gotas ou uma colher de medida de outro produto qualquer, não adaptados à viscosidade do produto, para facilitar e acelerar a contagem, pode a dose de vitamina D, não ser exactamente a mesma. O uso de seringa, em que 1 ml é exactamente igual a 30 gotas, é uma forma correcta e útil quando o doente faz doses elevadas, mas exige uma certa destreza de mãos.

Assim sendo, aconselhámos, para otimizar o tratamento, usar o método de contagem de gotas, com calma, conforme o médico prescreveu, colocando o frasco de ”Vigantol” invertido, com uma inclinação de 45º, diretamente para uma colher e logo de seguida engolir o medicamento. O frasco não deve ser agitado para acelerar o processo. Deve ter em consideração que 1 gota de Vigantol são 667 UI.

Filomena Viera

terça-feira, 23 de julho de 2013

A mononucleose e a falta de luz solar podem aumentar o risco de esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença auto-imune, genética, e estudos científicos recentes, indicam que esses genes podem ser despertados por fatores ambientais para desenvolver a doença.

É o caso da mononucleose infeciosa, provocada pelo vírus Epstein-Barr, que é uma doença da infância e adolescência, (doença do beijo), benigna, apenas com tratamento sintomático.

Na revista Neurology, Março 2011, vem publicado um estudo sobre o efeito da falta de luz solar em conjunto com a infeção por mononucleose, no aumento do risco de esclerose múltipla (EM).

O autor, George C. Ebers, líder da investigação da Universidade de Oxford, refere o seguinte: “A EM é mais comum em países de maiores latitudes, mais distantes do equador e como a doença tem sido associada a fatores ambientais, tais como baixos níveis de exposição solar e história de infeção por mononucleose, quisemos saber se a combinação dos dois fatores poderiam explicar o aumento de incidência no Reino Unido” e acrescenta “ é possível que a deficiência em Vitamina D possa levar a uma resposta anormal ao vírus Epstein –Barr, que está relacionado  com EM”.

Foram analisados 56.681 casos de EM e 14.625 casos de mononucleose e concluíram que baixos níveis de exposição solar e infeção por mononucleose podem ser responsáveis pelo aumento da EM, no Reino Unido, em cerca de ¾ dos caso.
Na prevenção está a grande esperança do controle da doença, como a suplementação de Vitamina D em grávidas e nas mulheres que amamentem, crianças e adolescentes que não apanham sol, na eliminação do tabagismo e no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da mononucleose.

 Filomena Vieira

Nota: imagem retirada daqui.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Vídeos Dr Cícero Coimbra

Muitas vezes, melhor do que ler, é podermos ouvir especialistas a falar, assim como testemunhos de outras pessoas que já passaram por situações semelhantes à nossa.
 
Assim, deixamos aqui alguns vídeos que envolvem o Dr Cícero Coimbra, autor do Protocolo de correção terapêutica da deficiência em vitamina D3 nas doenças autoimunes. Relembramos que na nossa prática clínica recorremos com muita frequência a este protocolo.
 


Esclerose múltipla pode ser tratada com... Vitamina D?



 
Mais de 10 anos do tratamento com vitamina D para Esclerose Múltipla




Superação - Tema: Esclerose múltipla e vitamina D




Dr Cicero Galli Coimbra - Radio CBN São Paulo




Vitamina D - Por uma outra terapia (para a Esclerose Múltipla)





Informações médicas sobre a prevenção e tratamento de doenças neurodegenerativas





Jornal Nacional - Paciente recupera-se de Parkinson com Dr Cicero Galli Coimbra