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terça-feira, 13 de maio de 2014

A vitamina D reduz as dores de crescimento das crianças

As dores de crescimento das crianças são dores recorrentes nos membros inferiores muito frequentes que ocorrem no final do dia e à noite. O diagnóstico é feito por exclusão de outras doenças.
Alguns autores consideram que estas dores são devidas um crescimento rápido, que normalmente antecede a puberdade.

A deficiência em vitamina D (VD) é muito frequente em crianças e há autores que consideram que estas dores podem ser causadas por uma menor densidade óssea, como resultado de um baixo nível de VD.

Em estudo recente, com 33 crianças, com idade média de 8 anos, com queixas de dores de crescimento, submetidas a estudos para avaliar densidade óssea, VD, paratormona, fosfatase alcalina e fração óssea, classificaram as crianças segundo o nível de VD apresentado, no sangue:

- Com VD suficiente (igual ou superior a 30ng/ml)
- Com VD insuficiente (entre 20 a 30ng /ml)
- Com VD deficiente (inferior a 20ng/ml)
- Com deficiência severa de VD (inferior a 10ng/ml)
Às crianças com VD suficiente não foi dado suplemento. Às crianças com VD insuficiente foi dado suplemento de VD, 25.000 UI, oral 1 vez por mês durante 3 meses. Às crianças com deficiência foi dado suplemento de VD, 100.000 UI 1 vez por mês durante 3 meses. Às crianças com deficiência de VD severa foi dada 100.000 UI injectável 1 dez por mês durante 3 meses. Todas mantiveram suplementos de VD durante 24 meses (o estudo não revela qual a dose).

Os autores reavaliaram as crianças aos 3 e aos 24 meses e comprovaram neste estudo que a terapêutica com VD melhorou significativamente as queixas dolorosas e em 8 crianças as dores desapareceram completamente. Verificaram que a densidade óssea melhorou em todas elas.
 
Filomena Vieira
Médica

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Vamos a banhos ... de Sol!

Quanto mais longe viver do equador maior é o risco de vir a sofrer de doenças autoimunes, cancro, doenças cardiovasculares e depressões, porque quanto mais alta for a latitude menos exposição solar e menos produção de Vitamina D.
 
Não pode produzir Vitamina D, nas regiões de altas latitudes, durante o inverno (por ex. países Nórdicos), mas em regiões como Portugal de média latitude, ( 37 º a 42 º Norte), pode apanhar sol entre Maio a Outubro, com boa incidência de radiação solar UVB, para a produção de Vitamina D para todo o ano.
 
Para beneficiar da exposição solar sem riscos para a saúde, deve:
- 1º: determinar o seu tipo de pele (ver post sobre Deixe Entrar o Sol);
- 2º: expôr pelo menos 50 % do corpo (braços e pernas), sem protetor solar durante o tempo necessário a ficar ligeiramente avermelhada. Consulte a tabela abaixo para determinar qual o seu tempo ideal. Não necessita de ir para a praia ou piscina, pode perfeitamente fazer o seu banho de sol durante um passeio ao ar livre, no intervalo de almoço, durante o período de trabalho.
 
A obesidade interfere com a absorção da Vitamina D, e por isso só a exposição solar não basta para prevenir a insuficiência de Vitamina D e necessitará de suplementos durante o Inverno.

Adaptado de Michael F. Holick, Ph.D., M.D.
 
Texto repescado por termos muitas questões nas nossas consultas sobre este assunto.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Deixe o Sol entrar na sua vida, para ter uma saúde ótima!

Mas por quanto tempo, com ou sem protetor solar?
A melanina é um pigmento que protege a pele naturalmente contra os efeitos nocivos da radiação solar e torna pele bronzeada. Existem 6 tipos de pele, com diferente capacidade de produzir melanina.

Tipo 1 - pele branca, que nunca bronzeia e fica vermelha rapidamente, com queimaduras solares (albinos e alguns nórdicos)
Tipo 2 - dificilmente bronzeia e fica vermelha (nórdicos)
Tipo 3 - por vezes fica vermelha, mas bronzeia gradualmente (povos do Mediterrâneo e Médio – Oriente)
Tipo 4 - raramente se queima e naturalmente bronzeada (indianos e médio-oriente)
Tipo 5 - pele escura, acastanhada (africanos, indianos)
Tipo 6 - pele de cor negra, nunca se queimam e podem permanecer ao sol sem sofrer queimaduras (Africanos).



 
 
A exposição solar em excesso, tem riscos: rugas, manchas na pele e risco de cancro de pele.

Qual a quantidade de sol que será suficiente para pôr os níveis de Vitamina D normais?
Segundo o investigador, Dr.Holick, para o seu corpo produzir 10 000 a 20 000 UI de Vitamina D, necessita de banho solar durante 15 a 30 minutos, na praia, campo ou no quintal, de modo a que pele fique ligeiramente avermelhada, 24 horas após a exposição, 3 vezes por semana e sem protetor solar.

Um protetor solar, fator 8, diminui em 90%, a capacidade da pele produzir Vitamina D. O nosso corpo tem a matéria-prima para produzir Vitamina D, 7-dehidrocolesterol (pró-vitamina D) existente na pele, pronta a ser ativada pela radiação UVB da luz solar. Mas para atuar como hormona, necessita de ser ativada por 2 processos: 1º no fígado e o 2º nos rins. A suplementação de Vitamina D, é necessária se o nível sanguíneo for inferior a 30 ng/mililitro.
 
Durante a exposição solar deve proteger a face e basta expor ao sol cerca de 50% da pele, o que corresponde a área total de braços (18%) e pernas (36%).

Texto repescado por termos muitas questões nas nossas consultas sobre este assunto.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

400 000 UI de Vitamina D reduz a dor e melhora a qualidade de vida

Na revista Euro.J.Gen.Pract. Março 2014, o departamento de Medicina Geral da Universidade de Lyon, França, publica um estudo científico  em que os autores  demonstram o impacto positivo da Vitamina D no controle da dor crónica.
Este estudo, retrospectivo, envolveu doentes com idades entre os 18 anos e os 50 anos que consultaram o seu médico de família por dor musculosquelética difusa, fadiga inexplicável e com deficiência em Vitamina D.

Foram avaliados os níveis de 25(OH)D e escalas de avaliação da dor antes e depois do tratamento .
Os doentes receberam suplementos de Vitamina D, em dose única, de 400 000 UI a 600 000 UI. Os autores verificaram uma melhoria franca nas queixas dolorosas e na qualidade de vida dos doentes.
Para saber mais veja aqui.
 
Filomena Vieira
Médica

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Baixo nível de vitamina D leva a maior declínio cognitivo

Uma investigação animal publicada na Free Radical Biology & Medicine revela uma relação muito direta entre baixos níveis de vitamina D e a função cerebral à medida que ocorre o processo de envelhecimento.

A deficiência de vitamina D é comum entre idosos. A pele fica mais fina com o envelhecimento, o que limita a capacidade de produzir vitamina D a partir da luz solar. Juntamente com as dificuldades de mobilidade e a menor quantidade de atividades ao ar livre – estes são fatores que aumentam o risco de deficiência de vitamina D.

A doença de Alzheimer já foi associada a falta de vitamina D em alguns estudos. E por isso, a relação entre vitamina D e cérebro parece evidente.

No estudo em causa, ratinhos foram alimentados com rações com diversas doses de vitamina D durante 4 a 5 meses (100UI/kg de comida; 1000UI/kg de comida; 10000UI/kg de comida). No fim do período de suplementação verificou-se que os animais com menor quantidade de vitamina D ingerida tinham níveis de stress oxidativo maiores, mais lesões no cérebro e menores classificações nos testes de aprendizagem e memória.

Os investigadores concluíram que níveis adequados de vitamina D são necessários para controlar o stress oxidativo no cérebro e evitar lesões provenientes de um estado oxidativo aumentado.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Vitamina D, exercício físico e capacidade cardiorespiratória

Com o bom tempo está na altura de deixar o sofá e fazer algum exercício físico, mas para obter melhores resultados, veja o seu nível de Vitamina D.

A revista “Endocrine" de Fevereiro publicou um artigo sobre a influência da Vitamina D na capacidade individual cardiorespiratória, durante o exercício físico e que é avaliada pelo consumo de oxigénio (VO2max).
Todos sabemos que uma boa capacidade cardiorespiratória reduz o risco de diabetes, ataques cardíacos e AVC.

Já existem estudos que demonstram que a Vitamina D favorece a capacidade cardiorespiratória e aumenta a oxidação da gordura promovendo o emagrecimento e controle do peso.
O objectivo deste estudo é determinar qual o nível de Vitamina D que beneficia a VO2max em mulheres sedentárias com idade igual ou superior a 60 anos e determinar se existem diferenças étnicas, entre Afro-Americanas (AA) e Americanas–Europeias (AE).

Os autores demonstraram que a Vitamina D elevada está associada a melhor capacidade cardiorespiratória em mulheres AA e verificaram que os níveis elevados de Vitamina D tanto em mulheres AA como nas AE potencia a oxidação das gorduras.

Filomena Vieira
Médica

sexta-feira, 7 de março de 2014

Prevenção do cancro de pele com Vitamina D

Apesar do mau tempo que atravessámos, dentro de alguns dias, entraremos na Primavera e com ela regressam os banhos de Sol e a problemática do cancro de pele.
A revista “Dermato-Endocrinologia”, Janeiro, 2013, publica um artigo que achamos muito promissor para os amantes de banhos de Sol prolongados.

Este estudo científico põe em evidência a capacidade de foto protecção da Vitamina D (VD), na sua forma mais activa, 1,25 –dihidroxivitamina D3, assim como nos seus derivados, o lumisterol, e compostos semelhantes à VD como o bufalin. Segundo os autores os componentes da VD podem, potencialmente, prevenir o cancro da pele, usados em compostos dermatológicos. Este estudo está focado na acção foto protectora da VD e seus componentes.

A explicação é a seguinte:
A mesma radiação que produz VD, também causa alterações no DNA celular da pele cujo resultado final pode ser o cancro da pele.
Os benefícios da VD produzida através do Sol são indiscutíveis: na prevenção do raquitismo, na redução de quedas, fracturas, mortalidade e depressão, alergias e na auto-imunidade. Devido à alta incidência de cancro de pele é vital encontrar um balanço entre radiação solar para produzir VD suficiente e prevenir os efeitos prejudiciais da radiação UV, cancro e foto envelhecimento.

Tecnicamente a forma activa da VD, 1,25 (OH)2D3, é uma hormona esteróide sintetizada pela pele depois da conversão fotoquímica do 7-dehidrocolesterol da epiderme. A energia necessária para esta reacção química, é fornecida pelos raios UV da radiação solar.
Da exposição continuada ao Sol, resulta a formação de metabolitos da vitamina D: lumisterol, taquisterol e supraesterol.

A carcinogénese é um múltiplo processo que requer: inicio, promoção e progressão. A radiação UV é responsável por 90% do Cancro de pele: melanomas e não melanomas. O efeito foto protector da 1,25(OH)2D3 consiste no aumento da sobrevivência das células da pele após exposição solar prolongada, reduzindo a destruição do ADN e a apoptose celular.

Análogos da VD estão a ser estudados, para a sua aplicação em creme, após o banho solar, como é o caso do lumisterol. O bufalin é um veneno extraído duma espécie de sapo (Bufo) que é um esteróide com as mesmas propriedades da VD (foto protecção, activa o VDR e reduz a destruição do ADN pela radiação UV), está a ser estudado para uso em humanos.

Aplicando VD ou produtos semelhantes, durante e imediatamente após a exposição solar, será possível aumentar a protecção da pele contra a foto carcinogénese.
Para mais informação, aconselhamos a leitura dos post:”O sol como fonte de vida e não de morte” e “Vamos a banhos de Sol”.

Filomena Vieira
Médica

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Vitamina D e saúde humana – Perspectiva global

Foi publicado um estudo muito completo, da responsabilidade Arash Hossein, MD, PhD e Michael F.Holick, PhD, MD, em que fazem uma avaliação de toda a documentação científica  sobre Vitamina D, publicada até Abril 2013, que aconselhamos a ler com toda atenção.

Destacamos os 5 pontos fundamentais, sobre a Vitamina D, e que interessa ao público em geral:

A deficiência da Vitamina D é uma situação clínica subdiagnosticada, em todo o mundo.
Evidência científica de centenas de estudos que demonstram o impacto da Vitamina D na redução do risco de diabetes tipo 1, doenças cardiovasculares, certos cancros, declínio cognitivo, depressão, complicações na gravidez, auto-imunidade, alergia e até na fragilidade física.
O melhor método para determinar a deficiência de Vitamina D é fazer uma análise ao sangue.
A deficiência em Vitamina D durante a gravidez pode influenciar o futuro do feto, pode aumentar a susceptibilidade para a doença e diminuir a esperança de vida.
A prevenção da deficiência de Vitamina D passa por alguma exposição solar, alimentação rica em vitamina D e tomar suplementos.

No capitulo “Safety and Intoxication” (Segurança e Intoxicação) os autores chamam a atenção para o acompanhamento médico durante a suplementação e, consideram que até 10.000 UI de Vitamina D3, por dia, não existe o risco de hipercalcemia e hipercalciúria aconselhando a ponderar os riscos quando se atingem valores de Vitamina D no sangue superiores a 200ng/ml.

Filomena Vieira
Médica

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Entrevista Dr Cícero Coimbra - Vitamina D

Ontem no Programa "Sua Saúde", o Dr Cícero esclareceu mais uma vez o público sobre as funções da vitamina D e os seus benefícios do tratamento de casos de Esclerose Múltipla.

Nunca é demais ouvir:


http://videos.ruralbr.com.br/canalrural/video/sua-saude/2014/02/vitamina-pode-ajudar-combate-esclerose-multipla/63300/

Veja aqui a reportagem.
Leia aqui sobre o nosso Protocolo de Correcção Terapêutica da Deficiência de Vitamina D.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Associação de baixos níveis de Vitamina D e mortalidade

Na revista “Age and Ageing “ da British Geriartrics Society, de Dezembro 2013, vem publicado um artigo intitulado “Associação da 25-hidroxivitamina D, 1,25-dihidroxivitamina D e da hormona paratiróide com a mortalidade em homens europeus de meia-idade e idosos”.

A vitamina D tem sido associada a um aumento do risco de mortalidade, mas a relação tem sido ligada à morbilidade coexistente e a factores de risco ambientais adversos.
O objectivo deste estudo é demonstrar que os níveis baixos de vitamina D são prognóstico de todas as causas de morte, principalmente cardiovasculares e cancro, independentemente do estado de saúde e estilos de vida do individuo antes da morte.

Ainda não sabem determinar qual o nível de Vitamina D a partir do qual há o risco aumentado de morte por determinada doença, excepto no cancro, que está associado a um nível endógeno de vitamina D inferior a 25 nmol/l (normal 80 a 100nmo/l).

A hormona paratiróide (PTH) elevada está associada a um aumento de todas as causas de morte.

Na nossa opinião a determinação do nível sanguíneo da Vitamina D neste grupo etário entre 50 e 80 anos em indivíduos  de ambos os sexos,  saudáveis ou doentes, permite corrigir deficiências, prevenir determinadas doenças e dar melhor qualidade de vida àqueles que já sofrem de doenças crónicas.
 
Filomena Vieira
Médica

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Medição de vitamina D em jovens saudáveis pode fazer sentido!

Uma investigação publicada no jornal Nutrition já em 2014, avaliou os níveis de vitamina D de 1100 adolescentes iranianos (52% dos participantes rapazes) e verificou se poderiam estar relacionados com fatores de risco cardiometabólico (pressão arterial, colesterol, ...). A média de idades rondava os 14 anos.
 As relações da vitamina D com os fatores de risco cardiometabólico foram ajustados para a idade, género, índice de massa corporal e perímetro da cinta.
O nível médio de vitamina D foi de 12.70 ng/mL nos rapazes e 13.20 ng/mL nas raparigas, o que são níveis insuficientes. 40% dos participantes tinha um nível deficiente de vitamina D e 39% tinham um nível insuficiente. 
Foram encontradas relação entre os níveis baixos de vitamina D e pressão arterial alta, colesterol total e colesterol LDL altos e colesterol HDL baixo. A relação mais forte foi com o HDL baixo (que é o colesterol bom que deve estar alto).

Este estudo demonstra por isso, uma taxa elevada de deficiência de vitamina D numa população jovem de um país onde a exposição solar não é problema. Os baixos níveis de vitamina D foram associados a fatores de risco cardiometabólicos independentes do peso dos jovens.
Mesmo nos adolescentes é importante a medição da vitamina D e a sua correção se necessário!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Nível de vitamina D melhor em estratos socioeconómicos mais altos

Uma universidade do Texas foi averiguar se o estrato socioeconómico influencia a quantidade de vitamina D que os americanos têm. A publicação está na Public Health Nutrition e para o estudo foram usados dados do NHANES (National Health and Nutrition Examination Survey),  2007-2010.

Foram avaliados os dados de 11857 adultos com mais de 19 anos, sendo que foram excluídos todos aqueles que tomavam altas doses de vitamina D. Restaram 9719 indivíduos.

Os investigadores verificaram que a ingestão total de vitamina D (alimentos + suplementos) é significativamente maior nos grupos de maior poder económico. O poder económico estava associado com a vitamina D em quase todos os grupos étnicos avaliados.

A ingestão diária de vitamina D verificada neste estudo foi maior do que em estudos anteriores, mas ainda assim cerca de 80% dos participantes não estavam a ingerir a quantidade de vitamina D necessária.As mulheres são as que mais usam suplementos e foi nos estratos sociais mais altos que também se verificou mais suplementação. A principal fonte alimentar de vitamina D nesta população foi o leite e leite fortificado. 

Esta investigação reforça a necessidade da preocupação com a medição da vitamina D e do incentivo à ingestão de alimentos com esta vitamina e de suplementos sempre que o valor estiver realmente baixo.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Revisão sobre a segurança da suplementação diária de vitamina D

Na revista Nutrition foi publicado um estudo que fez uma revisão sobre a segurança da toma diária de suplementos de vitamina D.

As publicações analisadas demonstram que doses diárias de 600 a 800 UI (unidades internacionais) são insuficiente para atingir e manter concentrações de vitamina D saudáveis (hidroxiergocalciferol + hidroxicolecalciferol >75 nmol/L).

Maximização dos efeitos fisiológicos no sistema musculoesquelético, sistema nervoso central e periférico, sistema cardiovascular, sistema respiratório, pele, olhos, dentição, imunorregulação e metabolismo só são possíveis com doses mínimas de 1500 UI.

Suplementação até 10 000 UI de vitamina D não produz sinais nem sintomas de toxicidade e são seguros para a população em geral. Assim, mesmo que queira ter um factor de segurança de 5 vezes, pode tomar uma dose de 2000 UI.

Doses até 10 000 UI são seguras e maximizam benefícios fisiológicos.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Europa central preocupada com níveis de vitamina D

Esperemos que outros países sigam o exemplo da Polónia cuja comunidade médica está preocupada com os níveis de vitamina D da população da Europa central. O assunto foi debatido numa conferência através de um Comité Científico denominado “Vitamina D: mínimo, máximo, ótimo”. O Comité incluía profissionais de saúde de todo o mundo.

Sabe-se que um nível adequado de vitamina D é fundamental para a saúde óssea, metabolismo cálcio-fósforo, bem como para a função de diversos órgãos e tecidos incluindo o sistema imunitário. As tendências atuais de estilos de vida, hábitos alimentares, exercício físico parecem estar cada vez mais associados a níveis baixos de vitamina D e a diversos problemas de saúde.

O problema começa a chamar a atenção dos profissionais de saúde da Europa central e foi esse o assunto debatido pelo comité polaco que reviu diversos estudos científicos e dados epidemiológicos para conseguir formular algumas orientações de ação para os profissionais de saúde.

Concluíram que é prioritário melhorar o nível de vitamina D de crianças, adolescentes, adultos e idosos e que essa preocupação deve fazer parte da prática clínica de todos os profissionais.

Estabeleceram como valores de referência: Deficiência: < 20 ng/mL (< 50 nmol/L); Nível sub-ótimo: 20-30 ng/mL (50-75 nmol/L) e Normal: 30-50 ng/mL (75-125 nmol/L).

E fizeram recomendações gerais:
Lactentes 0-6 meses: 400 UI / dia
Crianças de 6-12 meses: 400-600 UI / dia
Crianças / Adolescentes: 600-1,000 UI / dia
Adultos: 800-2,000 UI / dia
Mulheres grávidas: 1.500-2.000 UI / dia

Prematuros: 400-800 UI / dia
As crianças obesas: 1,200-2,000 UI / dia
Adultos obesos: 1,600-4,000 UI / dia
Os trabalhadores nocturnos: 1.000-2.000 UI / dia
Se pelo menos em todos os países a medição da vitamina D fosse generalizada seria mais fácil poder atuar nos níveis baixos que tantas pessoas pelo mundo fora possuem.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Deficiência de vitamina D na gravidez aumenta risco de cesariana

Fatores que aumentam o risco de cesariana incluem por exemplo a idade da mãe, obesidade, ser o primeiro filho ou ter história anterior de cesariana. Uma investigação publicada no Journal of Epidemiology and Community Health descreve um outro fator de risco: insuficiência de vitamina D durante a gravidez.

1153 mulheres viram o seu valor de vitamina D e paratormona avaliados à entrada do hospital no dia da nascença dos seus filhos
Conclui-se que níveis insuficientes de vitamina D aumentaram em cerca de 2 vezes o risco de necessidade de cesariana.

Fazer a avaliação do nível de vitamina D e tomar a suplementação necessária é fundamental para todos, inclusive durante a gravidez.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Vitamina D e saúde oral

A gengivite é uma inflamação crónica das gengivas que pode ser provocada por má higiene oral ou por doenças sistémicas como a má nutrição, diabetes, infecções fúngicas e microbianas, leucemias. O hábito de fumar pode contribuir para esta doença. 
É uma doença muito comum que pode causar dores dentárias, sangramento das gengivas e halitose . Pode causar danos irreparáveis nos dentes.


Um estudo realizado por investigadores do Maratha Mandol Dental College, em Belgaum, India, demonstrou que a Vitamina D tem impacto positivo no controle da inflamação e a importância  desta Vitamina no tratamento e prevenção das doenças dos dentes e gengivas.
O estudo consistiu na avaliação da suplementação com Vitamina D em indivíduos com problemas de gengivite. Foi feito o doseamento da vitamina D antes e depois do tratamento e aplicado um índice de inflamação gengival.
Foram escolhidos indivíduos saudáveis com níveis sanguíneos de Vitamina D superiores 20 ng/ml e inferiores a 65 ng/ml e com índice de inflamação gengival superior a 1. Forma divididos em  4 grupos: Grupo A suplementado com 2000 UI , Grupo B suplementado com 1000 UI, grupo C com 500 UI e grupo D com placebo. Foi doseada a Vitamina D e índice de inflamação gengival, no início do estudo, após 30, 60 e 90 dias de suplementação.

Os autores concluem que a Vitamina D é segura e um potente agente anti-inflamatório. Verificaram os efeitos mais rápidos e o índice de inflamação a diminuir significativamente de 2,41 para 0,34, nos indivíduos que tomaram suplemento de 2000 UI.

Filomena Vieira

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mantenha a vitamina D normal para não acelerar o envelhecimento da sua pele

A pele é um órgão especial no que à vitamina D diz respeito já que é alvo das acções desta vitamina e também participa na sua produção.
Estudos demonstram que o sistema endócrino que envolve a vitamina D, entre muitas outras funções, regula o envelhecimento de muitos órgãos incluindo a pele.
A revista Dermato-Endocrinology apresenta um estudo que debate precisamente essa questão. Os investigadores foram verificar diversos outros estudos e constataram que animais com alterações no metabolismo da vitamina D apresentam menor tempo de vida, crescimento anormal, deficiências imunológicas, osteoporose, aterosclerose, hipogonadismo atrofia de órgãos incluindo a pele. A normalização dos níveis de vitamina D reverte estas situações.

Também se verificou que quer níveis altos de vitamina D, quer níveis baixos, levam a envelhecimento precoce da pele.

Portanto as radiações UV são protetoras e prejudiciais para a pele já que por um lado podem aumentar a probabilidade de cancro mas por outro permitem a produção de vitamina D. Saiba a forma correta de apanhar sol, aqui.

O metabolismo da vitamina D através de diversos mecanismos: protecção contra radiações UV, desintoxicação, regulação de genes do envelhecimento influencia o envelhecimento da pele e por isso certifique-se de que mantém a sua vitamina D em valores normais.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Doenças relacionadas com deficiência de vitamina D

Algumas das condições mais comuns e debilitantes de saúde hoje podem estar ligadas a uma deficiência de nutrientes que assola milhões de ocidentais: a deficiência de vitamina D.
Aqui estão sete doenças comuns que podem estar cientificamente ligadas a uma falta crónica de vitamina D:
1) Asma: Embora a causa definitiva da asma esteja ainda em debate, recentemente a ciência aponta para a vitamina D, e em particular a falta dela, como um fator importante na sua prevalência. Especialmente em crianças, a vitamina D tem sido demostrada para ajudar a reduzir a gravidade e a prevalência de sintomas de asma, e pode ajudar a acalmar a inflamação responsável por restringir vias aéreas.
2) Hipertensão: Um estudo recentemente publicado no Journal of Investigative Medicine descobriu que os pacientes com hipertensão melhoram quando os níveis de vitamina D são  impulsionados.
3) Doença Inflamatória Intestinal: Numerosos estudos realizados na Europa, Índia e Estados Unidos identificaram uma ligação entre baixos níveis de vitamina D e maiores taxas de doença de Crohn, colite ulcerativa, e outras formas de IBS. Com base nessa coorte de pesquisa, as populações onde a exposição solar natural é limitada tendem a ter maiores taxas de doença inflamatória intestinal, e vice-versa .
4) Diabetes tipo 2: Um estudo de 2011 publicado na revista AIDS, descobriu que a deficiência de vitamina D pode agravar os sintomas da síndrome metabólica em pacientes com HIV. Mas, no processo de aprendizagem, a equipe de pesquisa também descobriu que a manutenção de níveis elevados de vitamina D através da exposição à luz solar ou a suplementação pode realmente ajudar a reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em geral.
5) As cáries: Suspeita-se, pelo menos desde meados dos anos 1800 que a falta de exposição à luz solar natural é uma das principais causas de problemas de saúde. Mas nos últimos anos, os cientistas depositaram condições específicas, incluindo a má saúde bucal, à falta de vitamina D. Vários estudos recentes descobriram que os níveis ideais de vitamina D promovem a calcificação de dentes saudáveis, enquanto a falta deste importante nutriente pode levar a maiores taxas de cáries dentárias.

6) A artrite reumatoide: Um estudo recente encontrou uma " forte associação" entre a deficiência de vitamina D e Artrite Reumatóide. De facto, aqueles com os níveis mais baixos no plasma sanguíneo de 25(OH)D3 foram considerados até cinco vezes mais susceptíveis às doenças relacionadas com a Artrite Reumatóide do que outros

7) Cancro: Quer se trate de mama, próstata, colo do útero, colo-rectal, esofágico, gástrico, do endométrio, do ovário, pancreático, renal, ou, de todos os tipos de cancros, têm demonstrado ser mais proeminentes entre as pessoas com níveis inadequados de vitamina D. Por outro lado, aqueles com a maior níveis de vitamina D, ou o que são considerados níveis "ótimos", tendem a ser menos propensos a desenvolver cancro.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Sol como fonte de vida e não de morte

Recente estudo, publicado na revista Anti-cancer Agents in Medicinal Chemistry, volume 13, nº 1, Janeiro 2013, revela que as radiações UVB e a  consequente produção de Vitamina D,  reduzem o risco de cancro .

O risco de melanoma, cancro de pele de pior prognóstico, pode estar relacionado com queimaduras solares, que podem ter origem ocupacional ou por descuido, em atividades de lazer.
A radiação solar consiste numa mistura de fotões que formam a radiação eletromagnética com vários comprimentos de onda , que atinge o planeta Terra . As radiações ultra violeta , as mais potentes, que atravessam a atmosfera e que atuam na nossa pele com mais intensidade, são UVA e UVB.
 
A radiação UVA chega mais rapidamente à Terra e penetra mais profundamente na pele produzindo efeitos agressivos nos melanócitos, aumentando a produção de  radicais livres, contribuindo para a formação de rugas e pensa-se ser a maior causa de melanomas. A radiação UVB atua mais superficialmente, é absorvida pelo ADN, responsável pela produção de Vitamina D, torna a pele avermelhada  e pode contribuir, a longo prazo, para o aparecimento de cancro de pele, mas não melanoma.

Para beneficiar do  Sol duma forma  saudável e sem riscos, siga as recomendações do post "Vamos a banhos de sol". 

Filomena Vieira

terça-feira, 2 de julho de 2013

Menores níveis de vitamina D relacionados com hipertensão e maior risco cardiovascular


Na conferência da Sociedade Europeia de genética humana que decorreu este mês, foi apresentado um grande estudo genético com conclusões importantíssimas sobre a vitamina D.

Os investigadores juntaram dados de 35 estudos que envolveram mais de 155 mil pessoas da Europa e América do Norte.

Aumentos de 10% nos níveis de vitamina D corresponderam a 8,1% de diminuição do risco de hipertensão arterial. Os cientistas concluíram que a suplementação nos casos de deficiência que se sabe ser bastante frequente, pode prevenir doenças cardiovasculares.

Pela dimensão e conclusões, este estudo é importantíssimo!
Meça já os seus níveis de vitamina D!